6 de abr. de 2015

Alma Gêmea


"No nosso universo físico, tudo precisa de um complemento para poder manifestar algum tipo de ação, ou de criação, como os dois pólos de uma tomada para manifestar a luz, a semente e a terra para haver a germinação e assim por diante. O ser humano é um ser dividido, procurando seu complemento, embora possua em si mesmo sua outra parte, seu oposto complementar, pois o ser interior, aquele ser imortal e divino, é polarizado. Este não precisa de alma gêmea. O que leva o ser humano à necessidade da busca da alma gêmea é a própria elevação espiritual. Porque, na verdade, o que é crescimento interior? Crescer interiormente significa levar o foco da consciência cada vez mais para dentro de si mesmo. À medida que isto acontece, a consciência vai se expandindo, porque vai se harmonizando com novas gamas de frequências vibratórias enquanto vai chegando mais perto de seu próprio conteúdo divino. E vem então a ânsia da busca da alma gêmea, isto é, do equilíbrio vibratório que fará com que possa se harmonizar com as gamas de freqüência mais sutis do cosmos, nas quais não existe mais a dualidade na manifestação. As frequências cósmicas são polarizadas e, para interagir com elas, a consciência humana precisa também estar polarizada e é essa necessidade que faz com que busque sem cessar o seu oposto complementar, sua alma gêmea. Quando o foco da consciência atinge, por fim, seu real núcleo interior e divino, cessa a busca da alma gêmea. Ela foi encontrada, enfim, em si mesmo e a pessoa pode se harmonizar com as vibrações mais sutis do cosmo, sem precisar para isto de um equilíbrio através de um complemento fora de si. Ela encontrou o ser total que habita nas profundezas de seu próprio interior e que, como ser polarizado que é, pode finalmente realizar a meta final da Criação: o encontro consciente do Homem com o Todo."

Autor: Márcia Villas-Bôas
Postada em: 17/12/2012

28 de fev. de 2015

O AMOR ALQUÍMICO...



DIÁLOGO PROVÁVEL...

Arno Gruen - À procura de um amor que nunca existiu, insistimos vezes sem fim em esforçar-nos desesperadamente pela nossa auto-destruição.

Etienne Guillé - Eu não penso que para amar é preciso querer amar. Para amar é preciso Ter vontade de ir explorar com toda a lucidez todas as múltiplas facetas do amor tal como um diamante bruto, retirado ...com esforço da terra e no qual podemos imaginar múltiplos brilhos potenciais. Amar não é um dado imediato, directamente acessível, mesmo no caso da mágica paixão à primeira vista.

Arno Gruen - Pensamos que o amor se encontra precisamente onde não podemos obtê-lo. Assim revivemos a recusa sentida do passado e fornecemos a nós próprios a prova repetida de que não há nada para nós.

Etienne Guillé - No verdadeiro casal alquímico, nenhum dos dois componentes se nutre da “substância” do outro, substância tomada no sentido mais nobre do termo. Existe um prodigioso crescimento qualitativo das energias vibratórias do conjunto homem e mulher.
A satisfação das necessidades materiais mesmo não elementares não conduzirá nunca a progressos correspondentes da consciência. O inverso não é verdadeiro, ou seja, não é necessário privar as pessoas a todo o custo, fazê-las sofrer de qualquer modo, para as fazer evoluir, o que significaria que temos que adoptar um comportamento masoquista ou sádico. De facto, penso que existe no casal alquímico uma dinâmica subtil. Pode ser que eu tenha acesso melhor ao meu duplo descobrindo-o no olhar do outro, o olhar do outro desempenhando o papel de espelho para ver a outra face de minha dupla alquimica, e reciprocamente.

Arno Gruen - Se, um dia, o verdadeiro amor acabar por cruzar o nosso caminho, recusamo-lo pensando. "Quem havia de nos amar se somos tão imperfeitos."

Etienne Guillé - Amar é obra de cada instante que se constrói e se tece, com paciência e determinação, tacteando e duvidando, iluminado antecipadamente pelos raios de luz do diamante imaginado. O amor no sentido mais amplo do termo é uma busca contínua, incessante comparável nesse sentido à busca da Pedra Filosofal, com o adendo de que temos um companheiro ou companheira, que somos dois a fazer essa busca, e sabemos talvez melhor onde vamos do que estando sós! Trata-se de um verdadeiro processo de transcendência cujas consequências são múltiplas, principalmente transformações profundas e duráveis de cada um dos componentes do casal. Penso mesmo que esse estado ideal e final do casal alquímico, caracterizado pela fusão dos duplos, continua após a morte física. Mas atenção, eu não digo que tal resultado do casal alquímico seja verdadeiramente realizável.

(Conversa imaginária entre Arno Gruen e Etienne Guillé, baseada nos livros "A loucura da normalidade" e "O Homem entre o Céu e a Terra" - transcrito por Ananda Krishna Lila)

Publicado por rosaleonor

7 de set. de 2013

Ferir-me de beleza...

(...)

"Há em tudo um sentido para além da beleza: e que sinto ainda não consegui desvendar por fraqueza minha, falta de concentração. Parece que o mistério está ali, indefeso, prestes a rebentar, a dar-se, e que a culpa de sua negação é só minha.

Talvez que a beleza seja assim, transcendente. Contendo em si um sentido que não lhe pertence. Mistério que sinto para além do meu poder e que faz a dor da sua contemplação. A inatingível. Dura impossessão.
Talvez que ela seja aqui o único porto de abrigo. Mas aberto somente através do sofrimento. Porque a beleza é pungente.

E é esta a única marca da sua verdade."

in A cidade e o Rio 
de Dalila Pereira da Costa

2 de set. de 2013

Ascenção

- Rise -
Eddie Vedder

Such is the way of the world
You can never know
Just where to put all your faith
And how will it grow

Gonna rise up
Burning black holes in dark memories
Gonna rise up
Turning mistakes into gold

Such is the passage of time
Too fast to fold
And suddenly swallowed by signs
Low and behold

Gonna rise up
Find my direction magnetically
Gonna rise up
Throw down my ace in the hole...



29 de ago. de 2013

Da Sabedoria

"A palavra é um poder, um grande poder.

A palavra, se usada com profunda concentração,
tem o poder de materializar coisas.
Com a palavra, você pode dar a vida ou a morte;
você gera libertação ou aprisionamento;
o karma que te libera ou o karma que te aprisiona.

Por isso eu tenho insistentemente
lhe convidado a cultivar o silêncio
e a ancorar a presença.

O silêncio, como um sadhana
(prática espiritual regular),
pouco a pouco vai lhe ajudar a ancorar a presença,
para que a partir dela,
nasça o silêncio que é a eloquência de Deus;
aquele que vem com calma e tranquilidade,
com amor e sabedoria.

Tudo que nasce desse silêncio é oração;
 é música e poesia."

Sri Prem Baba

22 de ago. de 2013

UMA (Mesmo Acompanhada)

"Uma mulher - mesmo sozinha - 
é o mundo em movimento.

Tudo nela é circular como o universo. 
Tudo nela é criação como o divino." 

Alves Do Ó

17 de ago. de 2013

(Do Rapto de Hades)

O Resgate do Princípio Feminino
 
Leonardo Boff

O poder é uma das características fundamentais do masculino no homem e na mulher. O poder na forma de dominação, entretanto, representa uma patologia. Por isso, nossa civilização, estigmatizada pela dominação em quase todas as áreas, produz a inflação do masculino, do patriarcalismo e do machismo. São produtos do patriarcado o tipo de ciência que praticamos e o tipo de desenvolvimento que operamos. Ambos são reducionistas, fragmentados e excludentes da natureza e da mulher. Nesta forma, o poder-dominação não desumanizou apenas os homens, mas também as mulheres. Os homens recalcaram sua dimensão de anima e não permitiram que as mulheres realizassem sua dimensão de animus.

Em razão dessa errância, fica claro que a questão do masculino, nos dias de hoje, reside no feminino negado, reprimido ou não integrado. Para ser plenamente humano, o homem precisa reanimar nele o seu feminino e reeducar o seu masculino. Somente então podem ambos, homem e mulher, entreter relações civilizatórias, humanitárias e realizadoras do mistério humano feminino-masculino.

A grande tarefa civilizacional, talvez a mais urgente nos dias atuais, consiste no resgate do princípio feminino. Chamo atenção para o fato de que não falo de categoria feminino/masculino, mas de princípio feminino/masculino. Afasto-me decididamente da ideologia do gênero, sexista, baseada no sexo biológico, que constrói social e culturalmente as categorias do masculino e do feminino de forma dualista e excludente. Ela distribui os papéis, os valores e os antivalores: a criatividade, a atividade e a violência tributados ao masculino; e a passividade, a receptividade e a não-violência, ao feminino.

Precisamos ultrapassar essa visão excludente e entender a sexualidade num nível ontológico, não como algo que o ser humano tem, mas como algo que ele é. O masculino não diz respeito somente ao homem, mas também à mulher. O feminino não ganha corpo apenas na mulher, mas também no homem. Esse feminino representa o princípio de vida, de criatividade, de receptividade, de enternecimento, de interioridade e de espiritualidade no homem e na mulher. Portanto, trata-se de um princípio inclusivo e seminal que entra na constituição da realidade humana.

O resgate do princípio feminino junto com o do masculino propicia uma nova inteireza à humanidade, ao transcender as distorções na relação homem-mulher e ao ultrapassar o sexo biológico de pertença. Significa não somente libertação dos humanos, especialmente da mulher, mas também da natureza e das culturas não estruturadas no eixo do poder-dominação, equiparadas ao fraco e ao frágil - portanto, ao feminino cultural.

A recuperação do princípio feminino permite um processo de libertação mais integral e verdadeiramente includente, pois parte do feminino oprimido. O oprimido tem um privilégio histórico e epistemológico pelo fato de possuir uma percepção mais alta que inclui o opressor enquanto ser humano. O opressor exclui o oprimido, pois o considera uma coisa ou um ser humano menor, subordinado e dependente. A libertação deve começar pelo oprimido para acabar com o opressor. Só então ambos se encontram sobre o mesmo chão comum, como humanos, construindo juntos, na igualdade e na diferença, a sociedade e a história.

A inclusão do princípio feminino obrigará toda a cultura masculinizante a questionar seu paradigma fundacional. Ele radica-se no poder-dominação, hoje vastamente em crise. O pensamento da crise, no interior do mesmo paradigma, não pode trazer soluções. O veneno que mata não pode ser o remédio que cura. Os únicos que podem oferecer algo alternativo e terapêutico são aqueles que foram vistos como incapazes de pensar, por não serem suficientemente racionais e produtivos. Ora, os que pretendiam trazer as luzes (os iluministas) nos conduziram às trevas atuais. Os que se propunham a difundir a razão, a ciência e a técnica por todos os quadrantes nos estão conduzindo ao pior, à destruição e ao desaparecimento.

O princípio feminino é sanador e libertador, pois se move num outro paradigma e opera numa outra lógica. Seu paradigma básico é a vida, e não o poder; o respeito e a veneração pela vida, e não a agressão e a dominação. A lógica da vida não é a redução e o isolamento, arrancando os seres do seu meio real e analisando-os em si mesmos ou manipulando células, genes e microorganismos fora de seu ecossistema. A lógica da vida é a complexidade, é a teia de interações em todas as direções e em todos os lados, é a sinergia e a panrelacionalidade.

Ora, o feminino consiste na capacidade de viver o complexo, de elaborar sínteses, de cultivar o encantamento do universo, de cuidar da vida, de venerar o mistério do mundo, de elaborar um desenvolvimento com a natureza, e não contra ela, de alimentar o esprit de finesse para contrabalançar o esprit de géometrie.

O feminino - porque obedece à lógica do complexo e porque naturalmente é inclusivo - representa o único caminho para a humanidade, para um planeta sustentável e para a convivência pacífica e solidária entre o Norte e o Sul.

A introdução do princípio feminino representa um desafio ao paradigma machista, cujo desenvolvimento e prática técnico-científica implicou o domínio, a destruição, a violência, a expropriação e a marginalização da mulher e da natureza, hoje considerados supérfluos. O princípio feminino propicia uma economia política da vida, devolve importância à natureza, resgata o sentido da Terra como Grande Mãe, superorganismo vivo, Gaia e Pachamama. Ele se transforma num caminho não violento de interpretação e transformação do mundo, num reforço de todos os processos sinergéticos que respeitam a diversidade e que nela buscam convergências que interessam a todos, o bem comum humano e sociocósmico.

O homem que evoca em si e integra sua dimensão de anima incorpora, junto ao seu vigor, a ternura; junto ao trabalho, a gratuidade; junto à razão, a emoção; junto ao logos, o pathos e o eros. Ele emerge mais humano, relacional e liberto das malhas que o desumanizavam e desumanizam a mulher e a natureza. Agora, diferentes e juntos, podem construir o humano de forma mais dialética, tensa, dinâmica, aberta a novas e surpreendentes sínteses.
 

22 de jul. de 2013

Sobre o Amor e Outras Coisas


“A individualidade é bilateral, positiva e negativa; tem uma fase dinâmica e outra estática, e é, portanto, masculina e feminina, ou feminina e masculina de acordo coma relação existente entre “força” e “forma” em sua estrutura. A personalidade, porém, é unilateral e tem um sexo definido." (…) E diz ainda: “que a masculinidade e a feminilidade são sempre relativos nos planos internos, e tal como o vigor físico dos indivíduos que formam um par oscila num sentido ou noutro, o mesmo se pode dar com a sexualidade; assim, um homem pode ser puramente masculino em suas relações com uma mulher e puramente feminino, ou negativo, em suas relações com outra. A forma determina o sexo do indivíduo no mundo físico, porém a força relativa é a que determina nos planos internos; e este facto serve de chave para muita coisa”.

 Dion Fortune Marie-Louize Von Fraz
no seu livro Alquimia que também diz:

 “A experiência da anima para o homem e do animus para a mulher está de facto, inteiramente fora de uma experiência real com um parceiro humano. A extensão em que o parceiro humano desempenha um papel – apenas como uma imagem longínqua ou como uma conexão genuína – varia de caso para caso, mas essa experiência é a suprema experiência, que culmina na experiência de Si – mesmo.”

23 de jun. de 2013

A CISÃO DA CONSCIÊNCIA


A estrutura caracterológica do homem atual (que vem perpetuando uma cultura patriarcal e autoritária desde há entre 4 a 6 mil anos) caracteriza-se por um encouraçamento contra a natureza dentro de si mesmo e contra a miséria social que o rodeia. Este encouraçamento do carácter está na base da solidão, do desamparo, do insaciável desejo de autoridade, do medo, da angústia mística, da miséria sexual, da rebelião impotente, assim como duma resignação artificial e patológica. Os seres humanos adotaram uma atitude hostil àquilo que dentro deles mesmos está vivo, mas de que se afastaram. A origem desta alienação não é biológica, mas social e econômica e não é detetável na história humana antes do surgimento da ordem social patriarcal. 

 WILHEM REICH 
in: A Função do Orgasmo citado por 
Cacilda Rodrigañez Bustos, em O Assalto de Hades

5 de jun. de 2013

Fernando Pessoa

"Crucificação da Rosa -
ou seja no sacrifício da emoção do mundo
(a Rosa, que é o círculo em flor)
nas linhas cruzadas da vontade fundamental,
que formam o substrato do mundo,
não como realidade (que isso é o círculo)
mas como produto do Espírito (que isso é a cruz)."
 
"A dupla essência, masculina e feminina, de Deus - a Cruz.
O mundo gerado, A Rosa, crucificada em Deus"

 
 “No Quinto Império
haverá a reunião das duas forças separadas há muito,
mas de há muito aproximando-se: o lado esquerdo da sabedoria
– ou seja a ciência, o raciocínio, a especulação intelectual;
e o seu lado direito – ou seja o conhecimento oculto, a intuição,
a especulação mística e cabalística.”

 
 

21 de mai. de 2013

A Separação


Enquanto acreditarmos que precisamos de outra pessoa, causa, coisa, missão, para nos tornarmos inteiros, continuaremos a nos perder na cidade-fantasma de sentimentos, pensamentos e projeções. O universo inteiro está dentro de nós. A energia não se perde; ela transmuta para contribuir para a dança da evolução. 

A finalidade de estarmos encarnados é o regresso à origem. O sussurro do futuro está no feminino. É pela energia feminina que ocorre a manifestação da forma a partir da ausência de forma, mas, para produzir manifestação física, o yin funde-se com o yang e cria o impulso que move e articula as marés cósmicas. 

Só alcançaremos a fusão total com outras formas de consciência se estivermos imbuídos do poder de vida a ponto de o irradiarmos. Senão, vamos projetar ou sugar energias. Quando reforçamos nossa energia radiante, ao mesmo tempo, atraímos os outros e os tornamos livres para nos "seguirem". 

A limpeza do corpo emocional de antigos hábitos negativos é o pré-requisito para o autoconhecimento. Primeiro é preciso recuperar a integridade individual para depois correr o risco de nos rendermos a uma nova energia de fusão.

In: O EGO SEM MEDO
-Chris Griscom-

2 de mai. de 2013

REFLEXÃO

No desejo de união
buscamos a compreensão da unidade,
a integração das polaridades,
positivo e negativo, claro e escuro,
Sol e Lua, o que é divino ou terreno...
O mundo é uma estrela quando visto do espaço,
de um brilho único nos reflexos de seus mares...
Ao mesmo tempo, seres terrenos
e filhos divinos, girando pelo infinito...
Ao mesmo tempo, razão e sentimento,
dor e prazer, fúria e medo...
O desejo é de união, mas a busca
é por unidade, discernimento!
Apenas a percepção da dualidade
intrínseca à nossa mente nos reintegra 
à natureza e desta emana a certeza
fecunda de que a criação é una,
Mãe e Pai, Lua e Sol,
núpcias míticas, rotas místicas,
no espaço astral de meus pressentimentos,
de nossas convicções mais profundas, eu vejo:
A ÚNICA VERDADE É A CARIDADE!

UM AMOR PURO COMO A TERRA!!!

25 de abr. de 2013

O_Chamado

Mesmo que por mil vezes 
Tenha quebrado seus votos 
- 2x -

Não é de desespero a nossa caravana...

Mesmo que por mil vezes 
Tenha quebrado seus votos 
- 2x -

Não é de desespero a nossa caravana...

Venha, por favor, 
Seja você quem for

Errante ou 
Sedentário,
Delirante ou
Acomodado,
Herege ou
Espirituoso,
Servo  ou 
Orgulhoso,

Descobrem-se todos
Em dia glorioso:

Amantes do conhecimento!

Venham, não é de desespero
Nunca foi 
(A nossa caravana - coro)

Seja você quem for
Um roseiral em flor

Pois cada espinho 
Se embriagou de amor...

Mesmo que por mil vezes 
Tenha quebrado seus votos 
- 2x -

Não é de desespero a nossa caravana...

Mesmo que por mil vezes 
Tenha quebrado seus votos 
- 2x -

Não é de desespero a nossa caravana...

Letra: Thaís Marino 
- adaptada de poesia do Mestre Rumi
Melodia: Thaís Marino

4 de abr. de 2012

Mestre Rumi

- A NOITE DE NÚPCIAS (A UNIÃO) -

Esta noite iremos para o lugar da eternidade.
Esta é a noite de núpcias -
uma união que nunca acaba
do amante e do Amado.
Sussurramos doces segredos um para o outro
e o universo-criança
respira pela primeira vez
E então? Você deseja colocar seu pescoço no grilhão do amor?
Bem, então não reclame da dor e da dificuldade
Apenas vá em direção à isso com a mente calada
No final o seu grilhão enferrujado
Se transformará em uma corrente de ouro
Agora que você está livre deste mundo
O que o faz pensar
que pode permanecer separado dele?
Você não sabe?
No momento em que você se transformou na lua,
você se transformou na mais visível luz do céu
Meu coração se purifica na Sua doce água;
Agora meu amor desabrocha sem espinhos.
Eu ouço que esse amor
é a chave para cada coração.
Mas se não há fechaduras,
para que falar de chaves?
Você deseja a união?
União não é algo que pode ser encontrado no chão
ou comprada no mercado.
A união vem apenas às custas da vida
De outro modo, qualquer pessoa
poderia alcançar a união.
A cada passo que dou
me desfaço de mais um vínculo.
Eu dou uma centena de passos,
os véus caem,
O Amado aparece -
maravilhoso, radiante -
Estou ardendo em paixão!
Oh irmão, você não vê?
É por mim mesmo que eu me apaixono!
Oh Amor,
Quando procuro por você
Eu o encontro procurando por mim.
Quando olho em volta
Encontro os cachos de seu cabelo
em minhas mãos.
Eu sempre pensei que estava bêbado em seu vinho,
Agora eu descobri que seu vinho estava bêbado de mim.
Eu sou o espelho e a face nele.
Eu sou o som e aquele que o canta.
Eu sou a doença e a cura.
Eu sou a doce água
e o copo cheio até a borda.
Sem olhar
eu posso ver todas as coisas dentro de mim.
Por que eu deveria incomodar meus olhos
Agora que posso ver o mundo todo com os Seus?
Um dia nossas almas serão uma
E nossa união será para sempre.
Eu sei que tudo o que dou para você
volta para mim.
Então, eu lhe dou minha vida
esperando que seja Você
a voltar para mim.
Você pede lucro -
não fuja do freguês.
Você pede a lua -
não fuja da noite.
Você pede pela rosa -
não fuja dos espinhos.
Você pede pelo Amado -
não fuja de você.
Não procure por Deus,
Procure por aquele
que procura por Deus.
Mas por que procurar afinal?
Ele não está perdido,
Ele está exatamente aqui,
Tão próximo quanto o próprio ar.
O som maravilhoso
que vem do céu - sou eu.
A doce fragrância
que vem do jardim - sou eu.
A grande beleza
que vem do coração e da alma
Até que eu saia…espere!
Eu não posso sair - sou eu.
Estou preenchido com esplendor,
girando com seu amor.
Parece que estou girando ao seu redor
mas não - eu giro ao redor de mim mesmo.
Durante o dia eu rezava para você
e não sabia.
Durante a noite eu ficava com você
e não sabia.
Eu sempre pensei que eu era eu - mas não,
Eu era você
e não sabia!
Um passo em direção ao seu próprio coração
é um passo em direção ao Amado.
Nesta casa de espelhos
você vê muitas coisas -
Limpe seus olhos,
somente você existe.
Existe uma força interna
Que dá a você a vida -
procure-a.
Em seu corpo
Jaz uma gema sem preço -
procure-a.
Oh sufi andarilho,
se você deseja encontrar
o maior dos tesouros
Não olhe para fora,
Olhe para dentro e encontre-O.
Todo o meu falar é loucura,
cheio de sim's e não's
Durante muito tempo eu bati na porta -
quando ela se abriu eu descobri
que estava batendo por dentro!
Venha, por favor, venha
Seja você quem for
Religioso, infiel, herético ou pagão
Mesmo que tenha feito promessas uma centena de vezes
Mesmo que tenha quebrado suas promessas uma centena de vezes
Esta caravana não é a caravana do desespero
Esta porta está aberta para todos.
Venha, venha seja você quem for.

5 de dez. de 2011

ASPIRAÇÃO

“Alquimizar e curar a relação masculino-feminino 
é a iniciação do nosso tempo e o fundamento do mundo 
ao qual a nossa alma aspira. 
Para além e a através de uma união mais íntima 
do que o conceito solar – lunar, mulher ou homem.”

- Diana Bellego -

20 de nov. de 2011

- Yab_Yum -

- A_Unidade_dos_Mistérios -


Ainda que sujeito à degenerescência que todo o conhecimento se encontra em cada época e lugar, a vasta Sabedoria do Oriente não parece subordinado a meias-medidas, e os seus tesouros se mutiplicam nas diversas culturas ali existentes, sempre com um destaque todo especial para a Índia, a Bharata sagrada cuja essência é Sanat Dharma, a Verdade Eterna, uma sabedoria dotada do dom da globalidade.

Talvez por isto, é que os orientais não hesitaram em valorizar as parelhas divinas e apresentar os seus deuses junto a consortes, por vezes mesmo em posições sexuais, seguramente para muito além dos símbolos, sabedores como tem sido sempre de todas as dimensões do amor e da unidade inextrincável das polaridades no Universo. Muitos dos tesouros do Hinduísmo, migraram para outras religiões que ficaram assim de algum modo a ela incorporadas, como é o caso do Budismo em especial, cujo fundador acabou sendo incluído entre os avatares de Vishnu.

Ora, uma das formas mais originais de representar a Unidade dos Mistérios no Budismo, é através da parelha tântrica Yab-Yum (“Mãe-Pai”), representando a junção necessária do Método e da Sabedoria. A separação destas dimensões tem sido sempre uma verdadeira tragédia para toda a espiritualidade, gerando fanáticos religiosos de um lado, e feiticeiros ocultistas de outro lado. Esta dualidade do saber espiritual, se apresenta em outras tradições e sob novas interpretações, sendo também o Cálice e a Espada do celtismo cristão, ou mesmo a Óstia e o Cálice dos mistérios eucarísticos (já instaurados por Melquisedec, junto a Abrahão, cf. Genesis 14:18).

Naturalmente, a forma como se entende “método” e “sabedoria” no Budismo, pode variar de escola para escola (na esotérica linha Kagyu-pa, a prática é apoiada geralmente nas Seis Iogas de Naropa), como afinal dá margem acontecer a metafórica e esotérica “linguagem do crepúsculo” dos mistérios tibetanos, tal como também pode variar o entendimento do tantrismo segundo as diferentes ramas locais (via seca, via úmida, etc).

Todavia, o masculino se associa ao “método”, geralmente entendido como compaixão (karuna), os meios hábeis (upaya-Kausalya), enquanto que o feminino é a “sabedoria” (prajna), capaz de ser vista como o “vazio” (sunya) ou como as “Perfeições” (Paramitas ou “que leva à outra margem”), as seis vias éticas do Budismo Mahayana, a saber: dana (generosidade), sila (moralidade), shanti (paciência), virya (esforço), dhyana (meditação) e prajna (sabedoria). Por vezes se acrescentam outras quatro vias. A Sabedoria envolve a ética e a consciência própria, assim como a consagração da vontade, ao passo que o Método representa a técnica, geralmente associada à prática da meditação.

O recurso ao sistema budista Mahayana não é casual, pois tantrismo significa “enlaçar”, “combinar”, visando assim sínteses, do qual o próprio Yab-Yum pode ser considerado um símbolo maior. Vale lembrar também que, no Hinduísmo, o Yab-Yum representa o iogue tântrico ativando a força da shakty kundalini, cuja ascensão leva à iluminação plena, através dos métodos apropriados do ocultismo iogue e do redirecionamento da energia sexual.

A síntese dos Três Caminhos

Assim, a questão da Sabedoria já vinha sendo bastante trabalhado pela Escola Mahayana –o “Grande Caminho” ou a Escola do Lótus-, inclusive a busca de Sunya, sempre tão enfatizada pelo Zen Budismo. Devido à sua valorização especial (mas não exclusiva) do método ou da técnica ocultista, o Budismo tibetano também é conhecido como sistema Vajrayana ou “o Caminho Veloz”, que é a Escola da Jóia (vajra), não obstante às vezes ser considerado como uma variante do Mahayana que enfatiza a questão do método e a busca da iluminação. O que também representa uma meta sabida da Escola Original do Budismo, o Theravada ou “Antigo”, chamado Hinayana ou “Pequeno Caminho” pelas outras Escolas, que por vezes também o designa como “O Caminho do Olho”, quer dizer, uma concepção mental, mais voltada para a busca da auto-salvação.

Nos comentários de “A Voz do Silêncio”, de Helena P. Blavatsky, temos as seguintes considerações: «As duas escolas da doutrina do Buddha, a esotérica e a exotérica, são chamadas respectivamente: Doutrina do ‘Coração’ e Doutrina do ‘Olho’. Bodhidharma (um grande Arhat) as denominou na China (desde onde chegaram os nomes ao Tibet) Tsung-men (escola esotérica) e Kiau-men (escola exotérica). A primeira é chamada assim por razão de ser os ensinamentos emanadas do coração de Gautama Buddha; enquanto que a doutrina do ‘Olho’ foi obra de sua cabeça ou cérebro. A ‘Doutrina do Coração’ é denominada também ‘selo da verdade’ o ‘verdadeiro selo’, símbolo que se encontra encabeçando quase todas as obras esotéricas.»

Bodhidharma foi um monge budista indiano que introduziu a meditação budista na China no século V d.C., ficando conhecido como criador do Zen Budismo, o qual recebe não obstante uma nítida influência local taoísta. Assim, esta tradição antecede a própria fundação do Tibet, e apesar do Budismo Vajrayana haver sido codificado no norte da Índia mesma (talvez na própria época do primeiro patriarca do Zen), ele ainda não entraria nas primitivas considerações sobre o Caminho. O Vajrayana também é conhecido como Budismo Esotérico, Tantrayana por empregar os Tantras e como Mantrayana, por valorizar o Mantra, essência sonora da técnica ocultista, sempre muito explorada no Tibet.

A partir disto tudo, podemos facilmente associar as Escolas do budismo aos grandes princípios místicos de Som, Luz e Amor, aos quais estruturam a Mônada e definem a base das três iniciações humanas. A iluminação completa apenas pode ser alcançada através da conjunção destes três fatores, porque a Mônada ou a Centelha divina está composta por todos eles, vindo a desmembrar a sua unidade em favor da manifestação da consciência material, e cabendo todavia proceder a sua reintegração no retorno à unidade.

As três correntes (Nadis) de Kundalini, representam afinal estas mesmas energias polarizadas, destinadas a se fundir para gerar o Matrimônio místico ou as Bodas alquímicas. Logo, podemos relacionar estas grandes Escolas do budismo às três iniciações áryas, considerando inclusive a lógica construtiva da iniciação gradual.

a. Hinayana ... Escola do Olho ..... Luz .. Ida (Nadi Lunar) ..... Sul da Índia (paralelo 10)
b. Mahayana .. Escola do Lótus ... Amor .. Suchumna (Nadi neutro) ... Centro da Índia (paralelo 20)
c. Vajrayana .. Escola da Jóia ...... Som .. Pingala (Nadi solar) ..... Norte da Índia (paralelo 30)

Nota-se assim, que a premência de unir a sabedoria com a técnica representou uma demanda árya,visando apurar os elevados desafios da iniciação solar. A tendência humana ao fator emocional é nata, devido à própria natureza da humanidade como reino quaternário. Por isto, a evolução árya demandou um auxílio especial da Hierarquia, que viu nesta raça a oportunidade para dar início à revelação dos Mistérios Maiores, ou seja, aquilo que existe “para além da outra margem” da iluminação, o que pode envolver a própria Civilização em suas metas mais elevadas.

Contudo, hoje vivemos um novo momento racial, e após 2012 no calendário ocidental (quiçá, após 2025 no calendário oriental), uma nova raça-raiz surge nos horizontes da Terra, com suas renovadas possibilidades de iniciação. Na verdade, a quarta iniciação se trata já de uma iluminação verdadeira, alcançada através da apuração das técnicas áryas de ocultismo, sobre as bases das outras energias “tântricas”.

Como sempre acontece, esta nova iniciação surgirá como uma possbilidade natural da evolução coletiva, e também como uma necesidade histórica, visando oferecer respostas às demandas do mundo, inclusive as crises ambientais típicas da transição das raças (dilúvio, etc), geradas pelo materialismo desequilibrador do Kali Yuga.

A iluminação é o mundo do fogo, e sua técnica pode ser descrita sumariamente através do ditado hermético rosacruz “para teres acesso ao fogo, acende uma chama”. Esta chama deve ser como a do fogo trino, com som, luz e amor. O som é descrito como o upadhi (veículo) da energia, por isto o cisne Hamsa é o veículo de Brahma, o deus Criador, e sua consorte é Saraswati, a deusa do conhecimento e da música (ou das artes).

Através do Som sagrado (o OM), da beleza e da harmonia, se alcançam as chaves da superação do universo criado e se tem acesso ao incriado, ao eterno portanto. Que é a meta do universo Futuro de evolução.

Da obra "Símbolos, Mitos e Dogmas do Budismo", LAWS

19 de nov. de 2011

Para Hilda...


Mulher, o que é de sua vaidade - que é céu e inferno -
que é de sua verdade, de seu olhar terno
para meu enfermo centro, onde moro, onde latejo,
onde me demoro na ausência e pejo, onde te remôo entre
meus preconceitos, onde concebo o plausível e o imensurável...

Me abençoou com um alívio imemorial, águas lívidas de sua tez,
lágrima consensual, sal, suor, o sensorial; não mais.

Tudo o que se sabe é quem ousa defender o incognoscível,
tudo o que postulamos em nossos vãos devaneios - caindo, caindo -
e Hilda em sua cândida simetria realizou a dualidade intrínseca.

Desejo se ser outra, que não essa que me vem pela janela aberta,
brisa fria que arrepia minhas madrugadas alquímicas, o céu a refletir
a luz sanguínea das avenidas, fluxo ininterrupto, caos irreversível.

Desejo a via cardíaca, percorro em meu ritmo o caminho
que se propaga, nossa chaga, nossa pena, palavra que sangra
pela mesma fenda, senda, sanha, delícia e tormenta... Propaga-se...

4 de nov. de 2011

Hilda_Hilst


“Daqui onde estou posso ouvi-lo 
pensando da lucidez de um instante 
à opacidade de infinitos dias, 
posso ouvi-lo pensando 
nas diversas formas de loucura e suicídio. 
A loucura da busca, 
essa feita de círculos concêntricos 
e nunca chegando ao centro, 
a ilusão encarnada ofuscante 
de encontrar e compreender. 
A loucura da recusa, 
de um dizer tudo bem, 
estamos aqui e isto nos basta, 
recusamo-nos a compreender. 
A loucura da paixão, 
o desordenado aparentando ser luz na carne, 
o caos sabendo à delícia, 
a idiotia simulando afinidades. 
A loucura do trabalho e do possuir. 
A loucura do aprofundar-se 
depois olhar à volta e ver o mundo 
mergulhado em matança e vaidade, 
estar absolutamente sozinho no mais profundo.
Amós está? Daqui onde estou posso ouvi-lo
pensando como devo matar-me? 
Ou como devo matar em mim 
as diversas formas de loucura 
e ser ao mesmo tempo 
compassivo e lúcido, 
criativo e paciente, e sobreviver?”


http://www.hildahilst.com.br/

1 de nov. de 2011

O Tempo e suas Dimensões

O tempo é uma medida? De qual grandeza?


Compreender a natureza do tempo sempre foi um desafio para o homem.

Desde a remota antiguidade ele tenta entender
como um conceito pode ser concreto e abstrato ao mesmo tempo.
Pois assim é o tempo. Podemos mensurá-lo no aqui-agora ou no passado,
ou em um futuro hipotético se prevemos ou planejamos um acontecimento,
o nascimento de uma criança, por exemplo. Ao mesmo passo,
o tempo contém outras características misteriosas
e até mesmo desconhecidas para nós.
O conceito de eternidade, por exemplo.
Ou, ainda, o conceito de acaso - leia-se: sincronicidade.
Jung cunhou esse termo dentro da psicoterapia analítica
referindo-se à percepção do Tao pelo homem ocidental.
O tempo que se lança perpendicularmente fora
da linha passado-presente-futuro, dando-nos como por instantes
a dimensão da unidade - a visão das malhas de Maya
e a compreensão furtiva da eternidade.
Sim, a visão do plano do tempo pode ser
demonstrada pela linha imaginária que traçamos
tão facilmente em nossas mentes,
cortada pela linha da eternidade em seu centro - o agora
- e essa é uma das maiores lições que Jesus Cristo legou para a humanidade.
O tempo pode - e deve - ser vivenciado nesse plano 'atemporal',
o aqui-agora nos traz em infinitude de tudo que
podemos extrair de cada situação, e o olhar justo sobre todas as coisas
abrange à percepção desse mesmo ir e vir infinito.
Para o oriental, o tempo é cíclico.
A vida se sucede em reencarnações necessárias
para a apreensão humana das Leis Eternas dos Imortais.
Refiro-me novamente à Cruz Inscrita e à Roda da Vida.
Mas o que acontece com o homem contemporâneo,
enfatizando-se que não é mais apenas a sua vida
que está em risco, mas a vida de todo o planeta?
Sente-se então esse homem um pobre diabo,
impotente diante da brutalidade daqueles que seriam
os maiores responsáveis por essa destruição maciça e negligente
dos recursos naturais. Outros ainda, fazem "tudo o que podem",
mas apenas o suficiente para satisfazerem suas próprias
"consciências" e não "por acaso" mal acreditando que suas atitudes
possam exercer uma efetiva "diferença" à essa altura do processo
de degeneração da atuação da humanidade sobre o planeta.
Nota-se que eu acentuei "diferença".
Fala-se muito em "diferença" mas a ideia correta seria "soma".
Ou, em outras palavras, queremos ser diferentes para somar-nos.
Integrar-nos. Pois se o homem pode, mesmo crucificado
e entregue à maior liberdade que é o presente momento,
vislumbrar-se do alto de seu destino e perceber
que não está à parte da humanidade,
mesmo sofrendo e cuspido e isolado em seus sentimentos
terá compaixão por esta humanidade,
terá compreensão de que a unidade
é mais do que um conceito científico transcrito
pela atualidade como grande novidade, mas o calvário implícito,
pois todos pereceremos sob este grande Sol esfolados,
todos seremos devorados pelos vermes e pelos abutres da fome, todos.
Do que vale agregar-se à momentos de alegria hostil?
Saia da periferia de seus sentimentos.
A maior dádiva do tempo é a compaixão:
compartilhamos da mesma doença, somos humanos,
e a crença geral é que não temos mesmo mais jeito...
O pessimismo não passa de um egoísmo tolo e infantil.
Estamos atravessando novamente a linha do tempo,
a Nova Era que se anuncia é a de Aquário e seus mananciais espirituais.
2012, virá. Atravessaremos novamente a Linha de Fogo.
Lá onde o tempo se consome e se renova,
perene impermanência imanente.
Somos seres em evolução planetária intensa.
A solução está no sangue que alimenta nossas veias.
Quem se contenta em não se questionar perecerá em um mar de mágoas.
Preso no conceito do tempo linear tentará encontrar em vão a chave para perdoar-se.
Cada irmão salvo cantará como um só coro de otimista sabedoria.
Conhecimento é algo específico,
nem sempre voltado para a verdadeira sabedoria,
e se é, baseia-se num passado de rastros arqueológicos
e mitos sem sentido. O homem antigo sabia das coisas.
Mas o homem de hoje em dia esqueceu de procurar saber.
Está em você. A capacidade de lançar-se é crer.
Teu Destino Vivo em Consonância Cósmica!
Como não ter fé que tudo que for possível será feito?
Com efeito, estamos recrutando-nos à tempo.

Observe seus pensamentos.

Nossa milícia é a paciência com que as pessoas
devem olhar para si mesmas e uma para as outras.

Estamos mudando rapidamente.
O mundo está mudando rapidamente!
A paciência é a Ciência da Paz!


Namastê!