5 de nov de 2010

Anatomia Astrológica


Os Signos e as Partes do Corpo


Segundo Marco Manilius (século I) em seu poema Astronomica
os signos do zodíaco regem as partes do corpo na forma que segue:

Áries - cabeça
Touro - pescoço e garganta
Gêmeos - pulmões, braços e ombros
Câncer - peito, seios e estômago
Leão - coração e parte superior das costas (cabelos)
Virgem - abdômen e aparelho digestivo
Libra - rins e região lombar
Escorpião - genitais
Sagitário - quadris e coxas
Capricórnio - joelhos e ossos
Aquário - pernas e tornozelos
Peixes - pés

A astrologia médica usa também associações entre planetas e partes do corpo. 


"Que há de se admirar se os homens podem 
conhecer o céu, se neles próprios está o céu..."


Tradução Marcelo Vieira Fernandes
Download Tese : Tradução e Notas

18 de set de 2010

Inteligência Corporal


De acordo com os ancestrais de diferentes partes de nosso mundo, nosso corpo sente e pensa. Por exemplo, no caso dos ancestrais das tribos australianas, quando uma pessoa se fere ou adoece, a tribo se reúne ao redor do enfermo e canta pedindo perdão à ferida ou parte afetada. E esta começa automaticamente a dar sinais de melhora e ocorrem curas milagrosas.

O mesmo ocorre nas assombrosas curas dos kahunas ou médicos magos havaianos. Eles entram em oração direta com a parte afetada pedindo-lhe perdão. Esse ato de oração envolve os magos, o paciente e todas as vidas durante as quais eles possam ter se encontrado e se envolvido com essa pessoa. E também ocorrem curas consideradas milagrosas.

No conhecimento ancestral Inca, tudo é reciprocidade, quando alguém adoece ou se enche de energia pesada ou “hucha”, por ter atitudes egoístas, não deixando fluir o “sami” ou energia leve. Por isso nas curas se pede para aquela parte do corpo se harmonizar com ‘pachamama’ permitindo que o bloqueio se reequilibre.E a pessoa se cura.

No caso dos Lakotas, na América do Norte, eles falam com o corpo para informar-lhe que existe uma medicina que vai curá-lo. E logicamente as pessoas se curam.
Como vemos, examinando alguns casos de medicina ancestral, chegamos a uma interessante conclusão: os ancestrais aceitavam as partes de nosso corpo como um ser completamente inteligente e autônomo do cérebro. Isso durante os últimos séculos passou a ser considerado como fraude ou superstição. Mas vejamos agora as descobertas mais recentes da ciência. Você vai ficar estupefata (o).

A sabedoria do corpo é um bom ponto de acesso às dimensões ocultas da vida: é totalmente invisível, mas inegável. Os investigadores médicos começaram a aceitar este fato em meados dos anos oitenta. Anteriormente se considerava que a capacidade da inteligência era exclusiva do cérebro. Então foram descobertos indícios de inteligência no sistema imune e, logo a seguir, no digestivo.

A INTELIGÊNCIA DO SISTEMA IMUNE
A Dra. Bert descobriu (e logo outros cientistas confirmaram), que existem tipos de receptores inteligentes não só nas células cerebrais, mas em todas as células, de todas partes do corpo (chamaram inicialmente de neuropeptídios). Quando começaram a observar as células do sistema imunológico, por exemplo, as que protegem contra o câncer, contra as infecções, etc., encontraram receptores dos mesmos tipos que os do cérebro. Em outras palavras, suas células imunológicas, as que o protegem do câncer e das infecções, estão literalmente vigiando cada um dos seus pensamentos, cada emoção, cada conceito que você emite, cada desejo que tem. Cada pequena célula T e B do sistema imunológico produz as mesmas substâncias químicas produzidas pelo cérebro quando pensa. Isto torna tudo muito interessante, porque agora podemos dizer que as células imunológicas são pensantes. Não são tão elaboradas como as células cerebrais, que podem pensar em português, inglês ou espanhol. Mas sim, elas pensam, sentem, se emocionam, desejam, se alegram, se entristecem, etc. E isto é a causa de enfermidades, de stress,câncer, etc. Quando você se deprime entram em greve e deixam passar os vírus que se instalam em seu corpo.

A INTELIGÊNCIA DO SISTEMA DIGESTIVO.
Há dez anos parecia absurdo falar de inteligência nos intestinos. Sabia-se que o revestimento do trato digestivo possui milhares de terminações nervosas, mas que eram consideradas simples extensões do sistema nervoso, um meio para manter a insossa tarefa de extrair substâncias nutritivas do alimento. Hoje sabemos que, depois de tudo, os intestinos não são tão insossos. Estas células nervosas que se estendem pelo trato digestivo formam um fino sistema que reage a acontecimentos externos: um comentário perturbador no trabalho, um perigo iminente, a morte de um familiar. As reações do estômago são tão confiáveis como os pensamentos do cérebro, e igualmente complicadas.

A INTELIGÊNCIA DO FÍGADO
As células do cólon, fígado e estômago também pensam, só que não com a linguagem verbal do cérebro. O que chamamos “reação visceral” é apenas um indício da complexa inteligência destes milhares de milhões de células. Em uma revolução médica radical, os cientistas acessaram uma dimensão oculta que ninguém suspeitava: as células nos superaram em inteligência durante milhões de anos.

A INTELIGÊNCIA DO CORAÇÃO
Muitos acreditam que a consciência se origina unicamente no cérebro. Recentes investigações científicas sugerem, de fato, que a consciência emerge do cérebro e do corpo atuando juntos. Uma crescente evidência sugere que o coração tem um papel particularmente significativo neste processo. Muito mais que uma simples bomba, como alguma vez se acreditou, o coração é reconhecido atualmente pelos cientistas como um sistema altamente complexo, com seu próprio e funcional “cérebro”. Ou seja, o coração tem um cérebro ou inteligência. Segundo novas investigações no campo da Neurocardiologia, o coração é um órgão sensorial e um sofisticado centro para receber e processar informação. O sistema nervoso dentro do coração (ou o “cérebro do coração”) o habilita a aprender, recordar e tomar decisões funcionais independentemente do córtex cerebral. Além da extensa rede de comunicação nervosa que conecta o coração com o cérebro e com o resto do corpo, o coração transmite informação ao cérebro e ao corpo, interagindo através de um campo elétrico.

E LEIA ISTO…
O coração gera o mais poderoso e mais extenso campo elétrico do corpo. Comparado com o produzido pelo cérebro, o componente elétrico do campo do coração é algo assim como 60 vezes maior em amplitude, e penetra em cada célula do corpo. O componente magnético é aproximadamente 5000 vezes mais forte que o campo magnético do cérebro e pode ser detectado a vários pés de distância do corpo com magnetômetros sensíveis.

RECOMENDAÇÕES:
As investigações do Instituto HeartMath sugerem que respirar com Atitude, é uma ferramenta que ajuda a sincronizar seu coração, mente e corpo para dar-lhe uma coerência psicofisiológica mais poderosa. Ao usar esta técnica regularmente – experimente-a cinco vezes ao dia - você desenvolverá a habilidade para realizar uma mudança de atitude durável. Respirando com Atitude, você coloca o foco em seu coração e no plexo solar, enquanto respira com uma atitude positiva. O coração automaticamente harmonizará a energia entre o coração, a mente e o corpo, incrementando a consciência e a clareza.

A Técnica de Respirar com Atitude

1. Coloque o foco em seu coração enquanto inala. Enquanto exala coloque o foco no plexo solar. O plexo solar se encontra umas quatro polegadas debaixo do coração, justamente debaixo do esterno onde os lados direito e esquerdo da caixa torácica se juntam.
2. Pratique inalar através do coração e exalar através da caixa torácica durante 30 segundos ou mais para ajudar a ancorar sua atenção e sua energia ali. Depois escolha alguma atitude ou pensamento positivo para inalar ou exalar durante esses 30 segundos ou mais. Por exemplo, você pode inalar uma atitude de estima e exalar uma de atenção.
3. Selecione atitudes para respirar que lhe ajudem a compensar as emoções negativas e de desequilíbrio relacionadas com as situações pelas quais você está passando. Respire profundamente com a intenção de dirigir-se ao sentimento relacionado a essa atitude. Por exemplo, você pode inalar uma atitude de equilíbrio e exalar uma atitude de misericórdia, ou pode exalar uma atitude de amor e exalar uma atitude de compaixão.
4. Pratique diferentes combinações de atitudes que você queira desenvolver. Pode dizer em voz alta: “Respiro Sinceridade, Respiro Coragem, Respiro Tranqüilidade, Respiro Gratidão” ou qualquer atitude ou sentimento que você queira ou necessite. Inclusive, se você não sente a mudança de atitude a princípio, mesmo fazendo um esforço genuíno para mudar, ao menos lhe ajudará a alcançar um estado neutro, no qual você terá mais objetividade e poupará energia.


Traduzido para o português: Eleonôra


7 de jun de 2010

35. A Maestria dos Humores

Transformation Tarot Card


O Segredo do Anel

Pensar que “Eu sou a mente”, é ser não perceptivo. Saber que a mente é apenas um mecanismo exatamente como o corpo, saber que a mente está separada... A noite chega, a manhã vem: você não fica identificado com a noite. Você não diz, “eu sou a noite”, não diz “eu sou a manhã”. A noite chega, a manhã chega, o dia vem, novamente a noite vem. A roda prossegue girando, mas você permanece alerta sabendo que você não é nenhuma dessas coisas.

O mesmo é o caso com a mente. Raiva vem, mas você esquece e fica zangado. Ambição chega, você esquece e se torna a ambição. Ódio vem, você esquece e se torna o ódio. Isso é falta de percepção.

Percepção é observar que a mente está cheia de ambição, cheia de raiva, cheia de ódio ou repleta de desejos, mas você é simplesmente um observador. Então você pode ver a ambição surgindo, tornando-se uma grande nuvem escura, depois dispersando-se – e você permanece intocado. Quanto tempo isso pode durar? Sua raiva é momentânea, sua ambição é momentânea, seu desejo é momentâneo. Basta observar um pouco e você ficará surpreso: tudo isso vem e vai. E você fica aí impassível, tranquilo, calmo.

A coisa mais básica a ser lembrada é que, quando você está sentindo-se bem, em um estado de êxtase, não comece a pensar que isso vai ser seu estado permanente. Viva o momento de forma tão feliz e alegre quanto possível, sabendo perfeitamente bem que isso veio e irá passar, assim como uma brisa entra em sua casa, com toda sua fragrância e frescor, e sai pela outra porta.

Essa é a coisa mais fundamental. Se você começar a pensar em termos de tornar seus momentos de êxtase permanentes, você já começou a destruí-los. Quando estes acontecerem, seja grato. Quando se forem, agradeça à existência. Permaneça aberto. Isso irá acontecer muitas vezes, não faça julgamentos, não selecione. Permaneça neutro, sem escolhas.
Sim, haverá momentos quando você irá se sentir miserável. E daí? Existem pessoas que são miseráveis e que nem mesmo conheceram um único momento de êxtase: você é afortunado. Mesmo em sua miséria, lembre-se de que ela não será permanente, também passará, então não se preocupe muito com isso. Fique tranqüilo.

Assim como há o dia e a noite, também há momentos de alegria e de tristeza. Aceite isso como parte da dualidade da natureza, como parte da forma de ser própria das coisas. E você é simplesmente um observador: não se torna nem a felicidade nem a miséria. Felicidade vem e passa, miséria vem e passa. Uma coisa continua sempre presente: aquele que observa, aquele que testemunha.

Aos poucos, fique cada vez mais centrado no observador. Dias e noites virão... vidas e mortes virão... sucesso e fracasso irão ocorrer. Mas se você estiver centrado no observador, pois essa é a única realidade em você, tudo mais é um fenômeno passageiro.

Por um momento, tente sentir o que estou dizendo: seja apenas um observador.

Não se apegue a nenhum momento por este ser belo, e não fuja de nenhum momento por este ser miserável. Pare com isso. Você vem fazendo isso por vidas. Nunca teve sucesso e jamais terá. A única maneira de ir além, de permanecer além, é encontrar um lugar de onde possa observar todos esses fenômenos mutantes sem ficar identificado com eles.

Vou contar uma antiga história Sufi.

Um rei perguntou aos sábios da corte: “Estou fazendo um anel belíssimo para mim mesmo. Consegui um dos melhores diamantes que existe. Quero manter, escondido dentro do anel, uma mensagem que possa me auxiliar num momento de completo desespero. Terá que ser bem pequena para que possa ficar oculta sob o diamante no anel.”

Todos os sábios estavam reunidos, todos grandes eruditos. Poderiam escrever grandes tratados. Mas dar ao rei uma mensagem com apenas duas ou três palavras que pudesse ajudá-lo em momentos de completo desespero... eles pensaram, procuraram em seus livros, mas nada puderam encontrar.

O rei tinha um servo antigo que era quase como seu pai – ele já tinha servido também a seu pai. A mãe do rei havia morrido cedo e esse servo cuidou dele, assim ele não era tratado como um empregado. O rei tinha imenso respeito por ele. O velho disse, “Não sou um sábio, culto, conhecedor de muitos assuntos, mas sei qual é a mensagem, pois só existe uma mensagem. E estas pessoas não podem dá-la a você. Ela só pode ser dada por um místico, por um homem que tenha realizado a si mesmo.”

Em minha longa vida no palácio, encontrei todo tipo de pessoas, e uma vez, um místico. Ele também era um hóspede de seu pai e fui colocado para servi-lo. Quando ele estava para partir, como um gesto de agradecimento por todos os meus serviços ele me deu essa mensagem” e a escreveu num pedacinho de papel, depois dobrou o papel e disse ao rei, “Não leia agora, apenas a mantenha escondida no anel. Só leia esta mensagem quando tudo mais tiver falhado, quando não houver mais saída.

E essa hora não demorou a chegar. O país foi invadido e o rei perdeu seu reino. Ele estava fugindo em seu cavalo para salvar sua vida e os cavalos dos inimigos o estavam seguindo. Ele estava sozinho, e eles eram muitos. Depois ele chegou a um ponto onde a estrada acabava, num lugar sem saída, só havia um despenhadeiro. Cair dali seria o fim. Ele não podia retornar, o inimigo estava ali e ele podia ouvir o som dos cavalos se aproximando. Não podia avançar, não havia saída...

Então, lembrou-se do anel. Ele o abriu, tirou o papel, e havia uma pequena mensagem de enorme valor: simplesmente dizia, “Isso também irá passar.

Um grande silêncio recaiu sobre ele enquanto lia a frase: isso também irá passar. E passou. Tudo passa, nada permanece eternamente nesse mundo. Os inimigos que o seguiam devem ter se perdido na floresta, devem ter tomado o caminho errado. Os cavalos se afastavam aos poucos, até que não era mais possível ouvi-los.

O rei ficou imensamente agradecido ao serviçal e ao místico desconhecido. Aquelas palavras provaram ser milagrosas. Ele dobrou o papel, colocou-o de volta no anel, reuniu seus exércitos e reconquistou seu reino. E quando voltou à capital, vitorioso, havia uma grande celebração por toda a cidade, com música e dança, e ele sentia muito orgulho de si mesmo. O velho serviçal caminhava ao lado de sua carruagem. Ele disse: “Essa também é uma boa hora: leia de novo a mensagem.”

O rei falou: “O que você quer dizer? Sou vitorioso, o povo está celebrando, não estou desesperado, não estou numa situação da qual não há saída.”

O velho serviçal disse, “Escute. Foi isso que o santo disse para mim: esta mensagem não é só para os momentos de desespero, também é para os de grande prazer. Essa não é somente para quando você for derrotado, mas para quando você for vitorioso. Não apenas para quando você for o último, mas também para quando for o primeiro.”

E o rei abriu o anel e leu a mensagem: “isso também irá passar,” e de repente, a mesma paz, o mesmo silêncio no meio da multidão que celebrava alegre, dançando. Mas o orgulho, o ego não estavam mais presentes. Tudo passa.

Ele pediu ao servo que se aproximasse mais da carruagem e se sentasse ao seu lado. Perguntou: “Há mais alguma coisa? Tudo passa... Sua mensagem me ajudou muito.”

O velho servo disse: a terceira coisa que o santo disse foi: lembre-se, tudo passa. Só você permanece. Você permanece sempre como uma testemunha.”

Tudo passa, mas você permanece. Você é a realidade e tudo mais é somente um sonho. Belos sonhos, pesadelos. Mas não importa se é um belo sonho ou um pesadelo, o que importa é aquele que está vendo o sonho. Aquele que vê é a única realidade.



Osho

3 de mai de 2010

- Equilíbrio -


Eu inspiro Luz
Através do centro do meu coração,
Tornando o meu coração
Uma linda bola de luz,
Que me permite expandir.

Eu inspiro Luz
Através do centro do meu coração,
Deixando que a Luz se expanda,
Envolvendo o meu chakra da garganta
E o meu chakra do plexo solar
Para formar um campo unificado de Luz
Dentro, através e em volta do meu corpo.

Eu inspiro Luz
Através do centro do meu coração,
Deixando que a Luz se expanda,
Envolvendo o meu chakra da testa
E o meu chakra do umbigo
Para formar um campo unificado de Luz
Dentro, através e em volta do meu corpo.

Eu inspiro Luz
Através do centro do meu coração,
Deixando que a Luz se expanda,
Envolvendo o meu chakra da coroa
E o meu chakra da base
Para formar um campo unificado de Luz
Dentro, através e em volta do meu corpo.

Eu inspiro Luz
Através do centro do meu coração,
Deixando que a Luz se expanda,
Envolvendo o meu chakra Alfa (Vinte centímetros acima da minha cabeça)
E o meu chakra Ômega (Vinte centímetros abaixo da minha coluna)
Para formar um campo unificado de Luz
Dentro, através e em volta do meu corpo.
Deixo que a Onda de Metraton
Se mova entre esses dois pontos.
EU SOU uma unidade de Luz.

Eu inspiro Luz
Através do centro do meu coração,
Deixando que a Luz se expanda,
envolvendo o meu oitavo chakra (Acima da minha cabeça)
E a parte superior de minhas coxas
Para formar um campo unificado de Luz
Dentro, através e em volta de meu corpo.
Deixo que o meu corpo emocional se funda
Com o meu corpo físico.
EU SOU uma unidade de Luz.

Eu inspiro Luz
Através do centro do meu coração,
Deixando que a Luz se expanda,
Envolvendo o meu nono chakra (Acima da minha cabeça)
E a parte inferior de minhas coxas
Para formar um campo unificado de Luz
Dentro, através e em volta de meu corpo.
Deixo que o meu corpo mental se funda
Com o meu corpo físico.
EU SOU uma unidade de Luz.

Eu inspiro Luz
Através do centro do meu coração,
Deixando que a Luz se expanda,
Envolvendo o meu décimo chakra (Acima da minha cabeça)
E (indo) até meus joelhos
Para formar um campo unificado de Luz
Dentro, através e em volta do meu corpo.
Eu deixo que meu corpo espiritual se funda
Com o corpo físico,
Formando o campo unificado.
EU SOU uma unidade de Luz.

Eu inspiro Luz
Através do centro do meu coração,
Deixando que a Luz se expanda,
Envolvendo meu décimo primeiro chakra (Acima de minha cabeça)
E a parte superior da barriga de minhas pernas
Para formar um campo unificado de Luz
Dentro, através e em volta do meu corpo.
Eu deixo que a Mente Suprema se funda
Com o campo unificado.
EU SOU uma unidade de Luz.

Eu inspiro Luz
Através do centro do meu coração,
Deixando que a Luz se expanda,
Envolvendo meu décimo segundo chakra (Acima da minha cabeça)
E a parte inferior da barriga de minhas pernas
Para formar um campo unificado de Luz
Dentro, através e em volta do meu corpo.
Eu deixo que a Mente Crística Suprema se funda
Com o campo unificado.
Eu Sou uma unidade de Luz.

Eu inspiro Luz
Através do centro do meu coração,
Deixando que a Luz se expanda,
Envolvendo meu décimo terceiro chakra (Acima da minha cabeça)
E meus pés
Para formar um campo unificado de Luz
Dentro, através e em volta do meu corpo.
Eu permito que a Mente Suprema EU SOU se funda
Com o campo unificado.
EU SOU uma unidade de Luz.

Eu inspiro Luz
Através do centro do meu coração,
Deixando que a Luz se expanda,
Envolvendo o meu décimo quarto chakra (Acima da minha cabeça)
E (indo) até abaixo dos meus pés
Para formar um campo unificado de Luz
Dentro, através e em volta do meu corpo.
Eu deixo que a Presença da Fonte se mova
Através do campo unificado.
EU SOU uma unidade de Luz.

Eu inspiro Luz
Através do centro do meu coração.
Eu peço que
O nível supremo do meu Espírito
Se irradie
Do centro do meu coração,
Preenchendo este campo unificado,
Eu irradio por todo este dia.
EU SOU uma unidade de Espírito.


Do livro 'O Que É O Corpo De Luz'
- Mensagem do Arcanjo Ariel
-
Canalizada por Tashira Tachi-ren



30 de abr de 2010

Os Chackras


O que são chakras
www.eusouluz.iet.pro.br

Chakra é a denominação sânscrita dada aos centros de força existentes nos corpos espirituais do homem; também são chamados de lótus ou rodas. Quando eles estão inativos assemelham-se a rodas; quando despertam, eles tomam a aparência de uma flor de lótus aberta, irradiante, colorida pela freqüência da energia das pétalas, estes centros de energia são a ligação de nossos quatro corpos inferiores, quando colocados, todos os setes grandes chakras em harmonia total, poderemos dar seqüência ao trabalho de segmento ou evolução em direção a Luz.
É importante que saibamos, que quando trabalhamos de forma individual o chakra, incorremos em risco de distúrbios em um de nossos quatro corpos inferiores, referente á área em qual se objetivou o trabalho, portanto, é aconselhável ao estudante que utilize o conhecimento e técnicas de forma geral e nunca individual. Estas técnicas também são válidas para chakras que se encontram em distúrbios. Possuímos em nossos corpos, sete grandes chakras, centros de energia, os chakras mais desenvolvidos nos seres humanos comuns, são os de Base, Alma e Plexo Solar e precisam ser reorganizados, reorientados, e trazidos de um estado de positividade para negatividade. Os chakras do Coração, Garganta, Terceiro Olho e Coroa precisam ser despertados e trazidos de um estado de negatividade para o de positividade.
Junto aos nossos chakras, encontramos as famosas Glândulas Endócrinas, escritas em ordem encontradas no corpo humano, de baixo para cima, glândulas reprodutiva, pâncreas, supra-renais, timo, tireóide, pineal e pituitária, se quiser saber mais deste assunto, temos um bom livro na Biblioteca Luz, o Livro As Glândulas Endócrinas de Max Heindel.
É importante informar, que o nome dos chakras, variam de grupos para grupos ou seitas ou religiões. Portanto, se o nome do chakra aqui encontrado, for diferente de vosso conhecimento ou se ouvir outro nome referencial, considere estas denominações normais, assim como a grafia chacra com c e não com k, adaptado a língua portuguesa brasileira. Abaixe gratuitamente o Programa Eu Sou Luz Volume 2, disponível para download na Biblioteca Virtual do site Eu Sou Luz.
Neste programa você conhecerá técnicas individuais para cada chakra. Estas técnicas também são válidas para chakras que se encontram em distúrbios. Existem várias técnicas que visam despertar, ou limpar e harmonizar o corpo de energia (chakras), utilizamos no programa volume 2 uma técnica que visa a limpeza e harmonia, sem incorrer em risco a saúde do estudante, preparando-o para o trabalho total em seus quatro corpos inferiores.
Enquanto circula por todos os nossos corpos, a energia da vida, através dos chakras, estes seguem certas linhas de canais de transmissão, chamados de "meridianos" na medicina chinesa e "nadis" em sânscrito. Em um estágio mais avançado, mas essencial, será aprender a mover conscientemente a energia nestes canais. Conforme a limpeza e harmonização dos chakras se suceder, o estudante poderá corrigir vários distúrbios que afetam sua saúde, pois a harmonização total de nossos corpos, depende em grande parte do fluxo correto e equilibrado das circulações de energia.
Conforme avançamos nas práticas de limpeza e harmonização, adquirimos uma maior resistência às energias negativas. Quando uma energia negativa é percebida em um dos chakras, é possível, através das técnicas encontradas programa volume 2, retirar conscientemente esta energia negativa, harmonizando novamente os nossos centros energéticos, até chegar o dia, em que nenhuma energia negativa poderá se introduzir nos centros, devido ao equilíbrio e harmonia de nossos chakras. Demonstraremos agora como se localiza no corpo humano os sete grandes chakras, nossos centros de energia.


O Despertar dos Chacras
www.gnosisonline.org

Quando nos damos conta da existência daquela parte divina dentro de cada um de nós; quando descobrirmos com a emoção mais profunda do coração que nossa Divindade Íntima quer que desvendemos as esferas superiores de nossa Consciência; enfim, quando em nossas viagens internas começamos a responder à inteligência do Pai Íntimo, então sim, como filhos pródigos poderemos nos considerar um Deus, em potencial. A investigação de nossa Alma nos faz conceituar que existem poderes que levariam nossa vida a uma mudança tão radical que os limites de nosso cotidiano se confundiriam com o ilimitado. Com o uso de sons vocálicos, mântricos, podemos conquistar nossa herança mágica, perdida num passado longínquo. Mantras são invocações sonoras que o mago utiliza para harmonizar seu corpo e seus Centros com as forças mais sutis da Natureza. O homem possui ao todo 12 poderes, ou sentidos. Cinco sentidos físicos (olfato, audição, paladar, tato e visão) e sete suprafísicos, atrofiados na grande maioria de nós. Eventualmente, um ou outro sentido suprafísico se manifesta, dando-nos a certeza de que eles existem. Esses poderes são:

1. Clarividência
2. Clariaudiência
3. Intuição
4. Telepatia
5. Viagem Astral
6. Recordação de Vidas Passadas
7. Polividência

1. Clarividência: É a Terceira Visão. Com este poder, apresenta-se ante nosso olho interior todo o universo oculto, as dimesões superiores e inferiores, os elementais e os anjos, os corpos sutis, os desencarnados e as formas-pensamento. Desenvolve-se a clarividência despertando o chacra frontal (entre as sobrancelhas) e trabalhando-se a Ira. As virtudes para se despertar este chacra são paciência, serenidade e Imaginação consciente (não confundir com fantasia). A cor deste chacra é azul com matizes de rosa e prata. O mantra para seu despertar é INRI...

2. Clariaudiência: É o chamado Ouvido Interno ou Oculto. Com este sentido podemos escutar a voz dos desencarnados, dos Mestres, a Música das Esferas, compreender cada palavra pronunciada, valorizar a virtude do amor à Verdade e compreender as Leis de Causa e Efeito. O chacra deste sentido é o Laríngeo, situado na base da garganta. Suas cores são índigo e prata. O mantra é ENRE...

3. Intuição: É a voz divina que nos fala por meio do Cárdias, o chacra do coração. Com este sentido captamos o profundo significado das coisas e ficamos sabendo com antecedência o que fazer. Os místicos afirmam que este chacra desenvolvido nos dá também o poder da levitação (Jinas). A virtude para este chacra é o Amor. E a cor é o dourado. O mantra é ONRO...

4. Telepatia: Quando andamos pela rua, pensamos em alguém e logo passamos por ele; isso se chama captação de pensamento, e é despertado com as virtudes do respeito a tudo e a todos, a discrição, o não julgar ninguém. O chacra é o do plexo solar, na altura do umbigo. É chamado de Solar por ser o acumulador dos átomos ígneos, ou Prana, que vêm do Sol. Aclaramos que a Transmissão das ondas de pensamento se faz por meio do chacra frontal e a captação pelo solar. As cores são o verde e o amarelo.O mantra é UNRU...

5. Viagem Astral: Todos, sem exceção, saímos do corpo físico nas horas de sono. Nossos sonhos são vivências (quase sempre inconscientes) de fatos ocorridos no mundo astral, ou quinta dimensão. Quem de nós, em um dado momento, estando relaxados, de repente nosso corpo sente um leve choque, como que assustados? Na verdade, sem o saber, estivemos saindo gradativamente do corpo físico e voltamos bruscamente. Quando um indivíduo domina relativamente esse poder, consegue conversar com os mestres e todos os desencarnados, penetrar nos templos das igrejas elementais, viajar a qualquer lugar do mundo, acima e sob a terra. Quando todos os chacras, especialmente cardíaco, prostático e hepático, estão em perfeita sintomia com as forças sutis do Cosmos, a saída astral se torna mais consciente. A virtude é a Vontade e os defeitos a serem trabalhados são a preguiça, o medo e a gula. A cor é o azul celeste. O mantra é FARAON...

6. Recordação de Vidas Passadas: Essa função depende de um sistema nervoso equilibrado, ou seja, um cérebro e uma coluna vertebral carregados de energias transmutadas. Porém, os chacras ligados a esse poder são os pulmonares, que se situam na parte superior das costas. A virtude requerida para o despertar desse centro é a Fé consciente e serena. Trabalhando-se com os chacras pulmonares conseguimos absorver a experiência e o conhecimento acumulados de vidas passadas. A cor é o violeta. O mantra é ANRA...

7. Polividência: É a virtude dos atletas da meditação, dos adeptos do Êxtase espiritual, ou pré-Samadhi. O chacra coronário, o do topo da cabeça, é a porta de entrada e saída da Essência. A polividência é a capacidade da nossa consciência (Essência ou Budhata), desligar-se parcialmente de seus sete corpos e penetrar na Realidade Única, na essência profunda e na razão de ser das coisas. Todas as sete cores ao mesmo tempo. O mantra sagrado é TUM...

Despertando os 7 Chacras

Existem 7 Templos sagrados no mundo astral ligados aos elementos cósmicos e nos conectamos magneticamente a eles por meio de nossos sete principais chacras, batizados no esoterismo crístico de Igrejas do Apocalipse ou Velas do Candelabro do Templo. De acordo com o Yoga, os chacras principais são :



Muládhara (Igreja de Éfeso ou Básico): situa-se entre os genitais e o ânus, e sua raiz fica na ponta da espinha dorsal. Liga-nos ao elemento Terra e seus mantras principais são o IAO e o S (como o silvo prolongado de uma serpente). Os grandes magos afirmam que ao se despertar esse centro dominamos externamente os gnomos e pigmeus, além dos fenômenos telúricos, como terremotos, erosão, pragas de formigas, lesmas e outros. Internamente, desenvolvemos a Paciência, a Diligência e a Laboriosidade. Todos os chacras das pernas (dos joelhos, do descarrego nos calcanhares, das solas dos pés etc.) estão subordinados ao Básico.

A Kundalini acha-se encerrada no chacra muládhara e deste chacra emanam quatro Nádis semelhantes a pétalas da flor de lótus. Muládhara é a morada do Tattwa Prittivi (ou, Elemento Etérico da Terra).




Swadhishtana (Igreja de Smirna, Prostático; chamado de uterino, nas mulheres): Localiza-se a quatro dedos acima dos órgãos sexuais, no púbis. Seus mantras principais são M e Bhuvar. Com ele trabalhamos o Tattwa Apas, com os elementais das águas, ondinas e nereidas, dominando as nuvens chuvosas, as ondas dos mares, as enchentes e as leis de equilíbrio da natureza (chamadas de Leis do Trogo Autoegocrático Cósmico Comum. É um nome complexo, mas significa Tragar e Ser Tragado, Receber e Doar, Dar para Receber). Interiormente, desenvolvemos a Castidade, a Fidelidade e a compreensão da Prosperidade. Este chacra é o centro de irradiação e controle de outros, como o da bexiga, testículos (ou ovários) e rins.




Manipura (Igreja de Pérgamo ou Solar): Confere o poder da telepatia. Mas também dominamos o Fogo, e seus seres, as Salamandras e os Vulcanos. Psiquicamente, pode-se dominar os incêndios, as fogueiras, o poder curativo das velas. Seus mantras principais são: U e RAM. Tattwa Tejas. Este chacra domina os chacras secundários e terapêuticos, como do fígado, do baço, do pâncreas, o da boca do estômago etc.




Anahát (Igreja deTiatira, Cárdias): O chacra cardíaco, por nos ligar aos elementais do Ar, Silfos e Sílfides, Fadas e Elfos, nos dá poderes sobre o vento, os furacões, as brisas, a levitação, o teletransporte. Tattwa Vayú. Também nos confere a compreensão da natureza pela teologia, pelos rituais e a mensagem dos símbolos pela Intuição. O Cárdias controla os chacras pulmonares, os das axilas, dos cotovelos e os das palmas das mãos.





Vishudda, Ajna e Sahásrara (Igrejas de Sárdis, Filadélfia e Laodicéia; Laríngeo, Frontal e Coronário): Auxiliam-nos a trabalhar e compreender as energias cósmicas, superiores, do Ser, como o desapego, a sabedoria, a verdade, a inteligência, a justiça, a misericórdia etc., já que a Loja Branca Atômica de nosso corpo físico situa-se no cérebro. Esses três chacras sagrados têm sob sua influência outros, como o do cerebelo, o “chacra oculto”, os sete chacras especiais que circundam o coronário, o do hipotálamo, do timo, do palato etc.

Enfim, nosso organismo psíquico contém uma fantástica constelação de chacras que nos ligam às mais variadas energias cósmicas e telúricas. Alguns afirmam que nosso corpo astral possui cerca de 10 mil chacras e o corpo mental está estruturado com mais de 200 mil chacras. Isso, sem contar os chacras dos outros corpos.

Conhecendo a parte enferma da alma e do corpo, deficiências ou com bloqueios, podemos trabalhar com as salamandras, os gnomos etc. Conhecendo o procedimento ritualístico, os símbolos, os mantras, os nomes das Deidades especialistas em determinadas energias, podemos iniciar um verdadeiro trabalho magístico. O grande segredo é o Conhecimento prático, e não unicamente a teoria estéril.


Prática 1


Procure mais uma vez uma postura de relaxamento e meditação. Imagine que seus chacras tomam a forma de luminosas flores cor de rosa. Dos mantras acima citados (para despertar um dos sentidos paranormais), escolha um deles que você sinta mais afinidade e pratique por cerca de 10 minutos. Visualize que o chacra correspondente ao mantra escolhido se transforma num templo dentro de você. Penetre com a Imaginação Consciente dentro desse templo e sinta a Sabedoria ali contida. Ore à sua Mãe Divina e peça que Ela preencha seu corpo e sua Consciência com Amor, Sabedoria e Força. Lembre-se: cada exercício deve ser praticado por pelo menos uma semana, e todos por toda sua vida. Sinta a energia contida em cada prática. Ao final de cada exercício mântrico, agradeça ao Pai Celestial por mais esta oportunidade de espertar sua Consciência.

Prática 2

Fique de pé, feche os olhos e relaxe seu corpo. Imagine que das solas de seus pés saem gigantescas raízes coloridas e muito fortes. Essas raízes penetram no mais profundo da terra, alcançando as regiões mais inacessíveis do corpo planetário. Invoque a Divina Mãe Terra. Suplique-lhe seus atributos e poderes, tais como saúde, estabilidade, sabedoria, contemplação, compreensão profunda etc. Imagine que tudo o que você pediu está penetrando pelas raízes de seus pés e se espalha por todo o coro e finalmente até sua Alma e sua Consciência.

26 de abr de 2010

3 de mar de 2010

Transformação


O Círculo de Mahamudra


Transformation Tarot Card
- Sexo -

O sexo guarda consigo grandes segredos, e o primeiro segredo é - se você meditar verá isso - que a felicidade vem porque o sexo desaparece. E sempre que você estiver naquele momento de felicidade, o tempo também desaparece - se você meditar sobre isso - e a mente também desaparece. E essas são as qualidades da meditação.

Minha própria observação é que o primeiro lampejo da meditação no mundo deve ter vindo através do sexo, não há outra forma possível. A meditação deve ter entrado na vida através do sexo, pois este é o fenômeno mais meditativo. Se você o entender, se você for fundo nele, se você não o usar apenas como uma droga. Então, aos poucos, lentamente, à medida que a compreensão cresce, o anseio desaparece, e chega um dia de grande liberdade em que o sexo não é mais uma obsessão. Então você se torna silencioso, tranquilo, absolutamente você mesmo. A necessidade do outro desapareceu. Ainda é possível fazer amor se quiser, mas não há mais necessidade. Então será uma espécie de compartilhamento.

Quando dois amantes estão em um profundo orgasmo sexual, fundem-se um no outro. Então a mulher não é mais a mulher, o homem não é mais o homem. Tornam-se algo similar ao círculo de ying/yang, alcançando um ao outro, encontram-se dentro do outro, dissolvendo-se, esquecendo suas próprias identidades. É por isso que o amor é tão bonito. Esse estado de profunda penetração orgástica é chamado de mudra. E o estágio final do orgasmo com o todo é chamado de Mahamudra, o grande orgasmo. O orgasmo é um estado no qual seu corpo não é mais sentido como matéria. Ele vibra como energia, eletricidade. Vibra tão profundamente, partindo de sua própria fundação, que você se esquece completamente que é algo material. Torna-se um fenômeno elétrico - e é um fenômeno elétrico. Agora os físicos dizem que não há matéria, que toda matéria é apenas aparência e, lá no fundo, o que existe é eletricidade, e não matéria. No orgasmo, você atinge essa camada mais profunda de seu corpo, na qual a matéria não mais existe, apenas ondas de energia, e você se torna uma forma de energia dançando, vibrando. Não haverá mais limites para você - pulsando, mas imaterial. E quem você ama também estará pulsando.

Aos poucos, se os parceiros se amam e se entregam um ao outro, eles se entregam a esse momento de pulsação, de vibração, de ser apenas energia, e não têm medo. Porque é uma experiência similar à da morte, essa de perder os limites do corpo, quando o corpo se torna algo vaporoso, quando a substância do corpo se evapora e só resta energia, um ritmo muito sutil, mas você se percebe como se não fosse mais. Apenas dentro de um amor profundo alguém pode entrar nesse estado. O amor é como a morte: você morre em relação a se pensar como um corpo. Você morre como um corpo e evolui como energia, energia vital. E quando a mulher e o marido, ou os amantes, ou os parceiros, começarem a vibrar em um certo ritmo, seus corações e seus corpos se juntam em um mesmo ritmo, cria-se uma harmonia e há um orgasmo. Eles não são mais dois.

Esse é o símbolo do ying e yang: o ying se movendo dentro do yang, o yang se movendo dentro do ying, o homem se movendo dentro da mulher, a mulher movendo-se dentro do homem. Agora formam um círculo e vibram juntos, pulsam juntos. Seus corações não estão mais separados, seus batimentos não estão mais separados: tornam-se uma melodia, uma harmonia. É a música mais fantástica possível. Todas as outras músicas soam pálidas em comparação. Orgasmo é a vibração de dois unidos em um só. Quando a mesma coisa acontece, não com outra pessoa, mas com toda a existência, então é Mahamudra, então é o grande orgasmo.

http://www.alexgrey.com/

2 de mar de 2010

Canção


- ALLEN GINSBERG -


O peso do mundo
é o amor.
Sob o fardo
da solidão,
sob o fardo
da insatisfação

o peso
o peso que carregamos
é o amor.

Quem poderia negá-lo?
Em sonhos
nos toca
o corpo,
em pensamentos
constrói
um milagre,
na imaginação
aflige-se
até tornar-se
humano -

sai para fora do coração
ardendo de pureza -

pois o fardo da vida
é o amor,

mas nós carregamos o peso
cansados
e assim temos que descansar
nos braços do amor
finalmente
temos que descansar nos braços
do amor.

Nenhum descanso
sem amor,
nenhum sono
sem sonhos
de amor -
quer esteja eu louco ou frio,
obcecado por anjos
ou por máquinas,
o último desejo
é o amor
- não pode ser amargo
não pode ser negado
não pode ser contigo
quando negado:

o peso é demasiado
- deve dar-se
sem nada de volta
assim como o pensamento
é dado
na solidão
em toda a excelência
do seu excesso.

Os corpos quentes
brilham juntos
na escuridão,
a mão se move
para o centro
da carne,
a pele treme
na felicidade
e a alma sobe
feliz até o olho -


sim, sim,
é isso que
eu queria,
eu sempre quis,
eu sempre quis
voltar
ao corpo
em que nasci.

1 de mar de 2010

Starry Night


Vincent Van Ghog


- CITAÇÕES -

* "O amor é eterno - a sua manifestação pode modificar-se, mas nunca a sua essência... através do amor vemos as coisas com mais tranqüilidade, e somente com essa tranqüilidade um trabalho pode ser bem sucedido."

* "Acredito cada vez mais que não se deve julgar o bom Deus por este mundo, pois foi um estudo dele que saiu errado."

* "Procura compreender o que dizem os artistas nas suas obras-primas, os mestres sérios. Aí está Deus."

* "O resultado do pensamento não tem de ser o sentimento mas a atividade."

* "Grandes coisas não se fazem por impulso, mas pela junção de uma série de pequenas coisas."

* "Andei por esta terra durante trinta anos e, por gratidão, quero deixar alguma lembrança."

* "...ache belo tudo o que puder, a maioria das pessoas não acha belo o suficiente."

* “Penso que não há nada mais artístico do que amar verdadeiramente as pessoas.”

* “Tenho muitas vezes negligenciada minha aparência. Eu admito, e eu também admito isso "é chocante".”

* “Penso que tudo o que é realmente bom e muito bonito, o interior, moral, espiritual e sublime beleza em homens e suas obras, vem de Deus, e tudo o que é mau nas obras dos homens não é de Deus, Deus não aprova isso.”

* “Para alguns, mulher é heresia e diabólica. Para mim ela é justamente o oposto.”

* “Uma boa imagem é equivalente a uma boa ação.”

* “Quando tenho uma terrível necessidade de - devo dizer a palavra – religião. Então eu saio e pinto as estrelas.”

* “O trabalho é uma necessidade absoluta para mim.”

* “Eu sonho minha pintura, e então eu pinto o meu sonho.”

* “Amar muitas coisas, por aí que reside a verdadeira força, e quem ama muito executa muito, e pode realizar muito mais, e aquilo que é feito com amor é bem feito.”

* “Deixe-me ficar por aí, mas meu Deus, como é bonito Shakespeare, quem mais é tão misterioso como ele é, sua linguagem e método são como uma escova tremendo de emoção e ecstasy. Mas é preciso aprender a ler, assim como se deve aprender a ver e aprender a viver.”

* “Amor sempre traz dificuldades, é verdade, mas o lado bom do que é que dá energia.”

* “Consciência é a bússola de um homem.”

* “Sinto certa tranquilidade. Não existe segurança no meio do perigo. Como seria a vidase nós não tivéssemos coragem de tentar alguma coisa? Será uma difícil luta continuar para mim; como posso saber? Mas é a minha batalha, vender caro a minha vida, e tentar ganhar e tirar o melhor dela.”

* "A tristeza durará para sempre."
- em seu leito de morte.

Fonte:

http://pt.wikiquote.org/wiki/Vincent_van_Gogh


http://www.vangoghgallery.com/


Starry, starry night.
Paint your palette blue and grey,
Look out on a summer's day,
With eyes that know the darkness in my soul.
Shadows on the hills,
Sketch the trees and the daffodils,
Catch the breeze and the winter chills,
In colors on the snowy linen land.

Now I understand what you tried to say to me,
How you suffered for your sanity,
How you tried to set them free.
They would not listen, they did not know how.
Perhaps they'll listen now.

Starry, starry night.
Flaming flowers that brightly blaze,
Swirling clouds in violet haze,
Reflect in Vincent's eyes of china blue.
Colors changing hue, morning field of amber grain,
Weathered faces lined in pain,
Are soothed beneath the artist's loving hand.

Now I understand what you tried to say to me,
How you suffered for your sanity,
How you tried to set them free.
They would not listen, they did not know how.
Perhaps they'll listen now.

For they could not love you,
But still your love was true.
And when no hope was left in sight
On that starry, starry night,
You took your life, as lovers often do.
But I could have told you, Vincent,
This world was never meant for one
As beautiful as you.

Starry, starry night.
Portraits hung in empty halls,
Frameless head on nameless walls,
With eyes that watch the world and can't forget.
Like the strangers that you've met,
The ragged men in the ragged clothes,
The silver thorn of bloody rose,
Lie crushed and broken on the virgin snow.

Now I think I know what you tried to say to me,
How you suffered for your sanity,
How you tried to set them free.
They would not listen, they're not listening still.
Perhaps they never will...

21 de fev de 2010

O Observador


Tão longe quanto as minhas recordações podem ir,
sempre soube distinguir as cores, o azul, o vermelho, o amarelo.
A minha vista via-as, tinha a experiência latente.
Claro, a minha vista não fazia interrogações a respeito delas,
e aliás como poderia fazer interrogações?
A sua função é ver, não a de se ver na função de ver,
mas o meu próprio cérebro estava como que adormecido,
não era de forma nenhuma o olho do olho,
mas um simples prolongamento desse órgão.
Portanto, eu dizia simplesmente, e quase sem pensar:
isto é um belo vermelho, um verde um pouco apagado, um branco brilhante.
Um dia, há alguns anos, ao passear pelas vinhas das encostas que dominam o lago
Leman e que formam um dos mais belos locais do mundo,
tão belo mesmo e tão vasto que o Eu, à força de ali ser dilatado,
se sente dissolvido e, bruscamente, se reapossa de si próprio e se exalta,
deu-se um súbito e para mim extraordinário acontecimento.
O ocre da encosta abrupta, o azul do lago, o roxo dos montes de Sabóia,
e ao fundo as geleiras resplandecentes do Grand-Combin, vira-os eu cem vezes.
Soube pela primeira vez que nunca os olhara. No entanto vivia há três meses.
E, claro, desde o primeiro instante, aquela paisagem deslumbrara-me,
mas o que em mim lhe respondia não era mais que uma exaltação confusa.
Claro, o Eu do filósofo é mais forte que todas as paisagens.
O sentimento angustiante de beleza não passa de um assenhoreamento pelo Eu,
que se fortifica, da distância infinita que dela nos separa.
Mas naquele dia, bruscamente, soube que eu próprio criava aquela paisagem,
que ela nada era sem mim: Sou eu que te vejo, e que me vejo a ver-te, e que, ao ver-me, te faço.
Este verdadeiro grito interior é o grito do demiurgo quando da sua criação do mundo.
Não é apenas a suspensão de um antigo mundo, mas a projeção de um novo.
E nesse momento, de fato, o mundo foi recriado. Nunca eu vira semelhantes cores.
Eram cem vezes mais intensas, mais matizadas, mais vivas.
Senti que acabava de adquirir o sentido das cores, que interpretava as cores,
que nunca até ali vira realmente um quadro ou penetrara no universo da pintura.
Mas soube igualmente que, por esse chamamento da minha consciência,
por essa percepção da minha percepção,
conseguira a chave desse mundo da transfiguração que não é outro mundo misterioso,
mas o verdadeiro mundo, aquele de que a natureza nos conserva exilados.
Nada de comum, evidentemente, com a atenção.
A transfiguração é completa, a atenção não.
A transfiguração conhece-se na sua suficiência certa,
a atenção tende para uma suficiência eventual.
Não se pode dizer, evidentemente, que a atenção seja vazia.
Pelo contrário, é não-vazia. Mas o não-vazio não é a plenitude.
Quando regressei à aldeia, nesse dia, as pessoas com que me cruzava
estavam na sua maior parte atentas ao trabalho:
no entanto todas me pareceram sonâmbulas.

- Raymond Abellio:
Cahiers du Cercle d'Études -

http://www.alexgrey.com/

10 de fev de 2010

Nasce o Poeta

- 12. Nova Visão -


Zen Tarot Card

Quando você se abre para o supremo, imediatamente ele se derrama dentro de você. Você já não é mais um ser humano comum - você transcendeu. Seu insight transformou-se no insight da existência como um todo. Agora, você não é mais um ser à parte - você encontrou as suas raízes. Não sendo assim - o que é o mais comum -, as pessoas vão vivendo sem raízes, sem saber de onde o seu coração continua recebendo energia, sem saber quem continua respirando em seu interior, sem conhecer a seiva da vida que está circulando dentro delas. Não se trata do corpo, e não se trata da mente - é alguma coisa transcendental a todas as dualidades, que se denomina bhagavat - o bhagavat nas dez direções... O seu ser interior, quando se abre, vivencia inicialmente duas direções: a altura e a profundidade. Depois, devagarinho, à medida que vai se acostumando com essa situação, você começa a olhar em volta, estendendo-se em todas as outras oito direções. Quando você alcançar o ponto em que a sua altura e a sua profundidade se encontram, então, você poderá olhar em volta, para a própria circunferência do universo. A partir desse momento, a sua consciência começará a desdobrar-se em todas as dez direções, mas o caminho terá sido só um. - Osho Zen: The Diamond Thunderbolt Chapter 9


Comentário:

A figura desta carta está nascendo de novo, emergindo de suas raízes presas a terra e criando asas para voar em direção ao ilimitado. As formas geométricas em volta do seu corpo mostram as muitas dimensões da vida que estão simultaneamente ao seu alcance. O quadrado representa a parte física, o que está manifesto, o conhecido. O círculo representa o não-manifesto, o espírito, o espaço puro. E o triângulo simboliza a natureza trina do universo: o manifesto, o não-manifesto, e o ser humano que contém a ambos. Você está tendo agora uma oportunidade para enxergar a vida em todas as suas dimensões, das suas profundezas às alturas. Elas existem lado a lado, e, quando descobrimos pela experiência que o escuro e o difícil são tão necessários quanto o claro e o fácil, passamos a ter uma perspectiva muito diferente do mundo. Ao deixarmos que todas as cores da vida penetrem em nós, tornamo-nos mais integrados.


Tarô Zen

http://www.osho.com/index.cfm

21 de jan de 2010

Deus e o Molde do Homem no Fogo Interior



Dom Juan lembrou-me de que havia falado bastante sobre um dos aspectos mais inflexíveis de nosso inventário: nossa idéia de Deus. Esse aspecto, disse, é como uma cola poderosa que prende o ponto de aglutinação à sua posição original. Se eu pretendesse aglutinar outro mundo verdadeiro com outra grande faixa de emanações, tinha de dar um passo obrigatório a fim de afrouxar todos os laços do meu ponto de aglutinação.
— Esse passo é ver o molde do homem. Hoje você deve fazê-lo sem ajuda.
— O que é o molde do homem?
— Ajudei-o a vê-lo muitas vezes. Você sabe do que estou falando.
Evitei responder que não sabia do que ele estava falando. Se ele dizia que eu havia visto o molde do homem, devia ser verdade, embora eu não tivesse a menor idéia de como ele era.
Dom Juan sabia o que estava acontecendo em minha mente.
Dirigiu-me um sorriso compreensivo e lentamente balançou a cabeça de um lado para outro.
— O molde do homem é um imenso feixe de emanações na grande faixa da vida orgânica — disse. — É chamado de molde do homem porque esse feixe aparece apenas no interior do casulo do homem.
"O molde do homem é a porção das emanações da Águia que os videntes podem ver diretamente sem qualquer perigo para si mesmos."
Houve uma longa pausa antes que ele falasse novamente.
— Romper a barreira da percepção é a última tarefa do domínio da consciência. Para deslocar seu ponto de aglutinação a essa posição você precisa reunir energia suficiente. Faça uma viagem de recuperação.
Lembre-se do que fez!
Tentei sem sucesso lembrar o que era o molde do homem. Senti uma frustração excruciante que em breve se transformou em verdadeira raiva. Estava furioso comigo mesmo, com Dom Juan, com todos.
Dom Juan não se comoveu com minha fúria. Disse, despreocupadamente, que a zanga era uma reação natural à hesitação do ponto de aglutinação em deslocar-se quando comandado.
— Passará muito tempo antes que você possa aplicar o princípio de que sua ordem é a ordem da Águia — disse. — Essa é a essência do domínio da intenção. Enquanto isso dê agora a ordem de não se impacientar, nem mesmo nos piores momentos de dúvida. Será um processo lento até que essa ordem seja ouvida e obedecida como se fosse uma ordem da Águia.
Disse também que existia uma área incomensurável de consciência entre a posição costumeira do ponto de aglutinação e a posição onde não há mais dúvidas, que é quase o lugar onde a barreira da percepção aparece. Nessa área incomensurável, os guerreiros caem presa de todos os erros concebíveis. Preveniu-me para ficar atento e não perder a confiança, pois seria inevitavelmente atingido a qualquer momento por um opressivo sentimento de derrota.
— Os novos videntes recomendam um ato muito simples quando a impaciência, o desespero, a raiva ou a tristeza cruzam o seu caminho — continuou. — Recomendam que os guerreiros girem os olhos. Qualquer direção serve. Eu prefiro girar os meus na direção dos ponteiros do relógio.
"O movimento dos olhos faz o ponto de aglutinação deslocar-se por um momento. Nesse movimento, você encontrará alívio. Isso substitui o verdadeiro domínio da intenção."
Queixei-me de que não havia tempo suficiente para que me falasse mais sobre intenção.
— Isso tudo voltará a você algum dia — assegurou-me. — Uma coisa desencadeará a outra. Uma palavra-chave, e tudo sairá de você como se a porta de um depósito superabarrotado cedesse.
Voltou então a discutir o molde do homem. Disse que vê-lo sozinho, sem a ajuda de ninguém, era um passo importante, porque todos temos certas idéias que devem ser quebradas para que sejamos livres; o vidente que viaja para o desconhecido a fim de ver o incognoscível deve encontrar-se em um estado impecável de ser.
Piscou para mim e disse que encontrar-se em um estado impecável de ser é estar livre de suposições racionais e medos racionais. Acrescentou que tanto minhas suposições quanto meus medos estavam evitando naquele momento que eu realinhasse as emanações que me permitiriam lembrar o molde do homem. Exortou-me a relaxar e a mover meus olhos de modo a fazer meu ponto de aglutinação deslocar-se. Repetiu várias vezes que era realmente importante relembrar ter visto o molde do homem antes que eu o visse novamente, E como ele tinha pouco tempo, não havia espaço para a minha lentidão usual.
Movi meus olhos como ele sugeriu. Quase imediatamente, esqueci meu desconforto e então me veio um súbito clarão de memória: Lembrei-me que havia, visto o molde do homem. Isso acontecera anos antes, numa ocasião que tinha sido realmente memorável para mim, porque, do ponto de vista de minha formação católica, Dom Juan fizera as afirmações mais sacrílegas que eu jamais ouvira.
Tudo havia começado como uma conversa casual enquanto caminhávamos ao pé das montanhas do deserto de Sonora. Estava explicando-me as implicações do que me vinha fazendo com seus ensinamentos. Havíamos parado para descansar e nos sentamos sobre umas pedras grandes. Dom Juan continuou explicando seu procedimento de ensino, e isso encorajou-me a tentar, pela centésima vez, fazer-lhe um relato de como me sentia a respeito. Era evidente que ele não queria mais ouvir sobre isso. Fez-me mudar de nível de consciência e disse que, se eu desejasse ver o molde do homem, poderia compreender tudo o que estava fazendo e, dessa maneira, economizar anos de labuta para nós dois.
Proporcionou-me uma detalhada explicação do que era o molde do homem. Não falou em termos das emanações da Águia, mas em termos de um padrão de energia que serve para estampar as qualidades de humanidade em uma bolha amorfa de matéria biológica. Pelo menos compreendi dessa maneira, especialmente depois que, mais tarde, descreveu o molde do homem usando uma analogia mecânica. Disse que era como uma matriz gigantesca que imprime os seres humanos continuamente como se chegassem a ela pela correia transportadora de uma linha de produção em massa. Imitou vividamente o processo, juntando as palmas das mãos com grande força, como se a matriz estampasse um ser humano a cada vez que se juntavam as duas metades.
Disse também que cada espécie tem um molde próprio, e cada indivíduo de cada espécie moldada pelo processo mostra características particulares ao seu próprio tipo.
Começou então uma explicação extremamente perturbadora sobre o molde do homem. Disse que os antigos videntes, assim como os místicos de nosso mundo, têm uma coisa em comum — foram capazes de ver o molde do homem, mas não de compreender do que se trata. Os místicos, através dos séculos, proporcionaram-nos relatos comoventes de suas experiências. Mas esses relatos, embora belos, são prejudicados pelo grosseiro e desesperador engano de acreditarem que o molde do homem seja um criador onipotente e onisciente; e assim é a interpretação dos antigos videntes, que chamavam o molde dos seres humanos de espírito amigável, protetor do homem.
Disse que os novos videntes são os únicos que têm a sobriedade de ver o molde do homem e compreender o que é. O que chegaram a perceber é que ele não é um criador, mas o padrão de cada atributo humano sobre o qual podemos pensar e de alguns que não podemos sequer conceber. O molde é nosso Deus porque somos aquilo com que nos estampa, e não porque nos criou do nada e nos fez à sua imagem e semelhança. Dom Juan disse que, em sua opinião, cair de joelhos na presença do molde do homem cheira à arrogância e ao egocentrismo humanos.
Enquanto ouvia a explicação de Dom Juan, fiquei terrivelmente aborrecido. Embora nunca me tivesse considerado um católico praticante, estava chocado com suas implicações blasfemas. Estivera ouvindo-o polidamente, embora desejasse que fizesse uma pausa em sua barreira de julgamentos sacrílegos para me permitir mudar de assunto. Mas continuou insistindo impiedosamente em seu argumento. Finalmente, interrompi-o e disse-lhe que acreditava que Deus existe.
Retorquiu que minha crença era baseada na fé e, como tal, uma convicção de segunda mão que não somava nada; minha crença na existência de Deus era, como a de todas as pessoas, baseada em ouvir dizer e não no ato de ver.
Assegurou-me que, mesmo que eu fosse capaz de ver, estava destinado a cometer o mesmo engano que os místicos cometeram. Todos os que vêem o molde do homem automaticamente presumem que se trata de Deus.
Chamou a experiência mística de visão casual, um aconteci­mento fortuito que não tem significação, mesmo porque é o resultado de um movimento ao acaso do ponto de aglutinação. Assegurou que os novos videntes são de fato os únicos que podem emitir um julgamento honesto sobre esse assunto, porque eliminaram as visões casuais e são capazes de ver o molde do homem com a freqüência que lhes apetecer.
Viram, portanto, que aquilo que chamamos Deus é um protótipo estático de humanidade destituído de qualquer poder. Pois o molde do homem não pode, sob quaisquer circunstâncias, ajudar-nos intervindo em nosso favor, ou punir nossos erros ou recompensar-nos de qualquer maneira. Somos simplesmente o produto de sua estampa; somos sua impressão. O molde do homem é exatamente o que seu nome nos diz, um padrão, uma fôrma, uma matriz que dá forma a um certo punhado de elementos semelhantes a fibras, que chamamos de homem.
O que disse colocou-me num estado de grande aflição. Mas ele pareceu não se preocupar com minha profunda confusão. Continuou a me alfinetar com o que chamava de crime imperdoável dos videntes casuais, que nos faz concentrar nossa energia insubstituível em algo que não possui o poder de produzir coisa alguma. Quanto mais ele falava, maior o meu aborrecimento. Quando fiquei tão aborrecido que estava a ponto de gritar com ele, fez-me passar para um estado ainda mais profundo de consciência intensificada. Golpeou-me em meu lado direito, entre o ilíaco e a caixa torácica. Aquele golpe fez-me voar para uma luz radiante, para uma fonte diáfana da mais pacífica e admirável beatitude. Aquela luz era um céu, um oásis no negrume ao meu redor.
De meu ponto de vista subjetivo, vi aquela luz por uma extensão de tempo incomensurável. O esplendor da visão estava além de minha capacidade de expressão; ainda assim, não pude descobrir o que a tomava tão bonita. Veio-me então a idéia de que sua beleza brotava de uma sensação de harmonia, de paz e descanso, de haver chegado, de estar finalmente a salvo. Senti-me respirar em quietude e alívio. Que maravilhosa sensação de plenitude! Sabia, sem a menor sombra de dúvida, que estava frente a frente com Deus, a fonte de tudo. E sabia que Deus me amava. Deus era amor e perdão. A luz banhava-me, e eu me sentia limpo, redimido. Chorei incontrolavelmente, principalmente por mim mesmo. A visão daquela luz resplendente fez com que eu sentisse que não era digno, que era uma criatura vil.
Subitamente, ouvi a voz de Dom Juan em meu ouvido. Disse que eu tinha de ir além do molde, que o molde devia ser meramente um estágio, uma parada que trazia paz e serenidade temporárias para quem viaja rumo ao desconhecido, mas que era estéril, estático. Como se fosse ao mesmo tempo uma imagem plana refletida num espelho e o próprio espelho, E a imagem seria a imagem do homem.
Fiquei profundamente ressentido com o que Dom Juan estava dizendo; rebelei-me contra suas palavras blasfemas e sacrílegas. Quis afastá-lo, mas não podia quebrar o poder de ligação de minha visão. Estava preso nela. Dom Juan parecia saber exatamente o que eu sentia e o que queria dizer.
— Você não pode descartar o nagual — disse em meu ouvido. — É o nagual que está permitindo que você veja, É a técnica do nagual, o seu poder. O nagual é o guia.
Foi nesse ponto que percebi algo sobre a voz em meu ouvido. Não era a voz de Dom Juan, embora soasse muito parecida. Além disso, a voz estava certa. O instigador daquela visão era o nagual Juan Matus. Sua técnica e seu poder é que me faziam ver Deus. Disse que não era Deus, mas o molde do homem; eu sabia que estava certo. Ainda assim não podia admiti-lo, não por aborrecimento ou teimosia, mas simplesmente por um sentimento de extrema lealdade e amor à divindade que estava diante de mim.
Quando olhei para a luz com toda a paixão de que era capaz, ela pareceu condensar-se e vi um homem. Um homem luminoso que emanava carisma, amor, compreensão, sinceridade e verdade. Um homem que era a soma total de tudo o que é bom.
O fervor que experimentei ao ver aquele homem estava muito além de qualquer coisa que jamais sentira em minha vida. Caí de joelhos. Desejava venerar Deus personificado, mas Dom Juan interveio e golpeou-me na parte superior esquerda de meu peito, próximo à clavícula, fazendo-me perder a visão de Deus.
Fui deixado com uma sensação angustiante, uma mistura de remorso, exaltação, certezas e duvidas. Dom Juan zombou de mim. Chamou-me de carola e descuidado, e disse que eu daria um ótimo padre; agora poderia até mesmo passar por um líder espiritual que tivera a oportunidade de ver Deus. Incentivou-me zombando a começar a pregar e a contar a todos o que tinha visto.
De maneira muito casual, mas aparentemente interessada, fez um comentário que era em parte pergunta e em parte afirmação.
— E o homem? Você não pode esquecer de que Deus é masculino.
A enormidade de algo indefinível começou a emergir em mim, enquanto eu entrava em um estado de grande clareza.
— Muito confortável, hem? — acrescentou Dom Juan, sorrindo. — Deus é masculino. Que alívio!
Depois de contar a Dom Juan tudo o que havia lembrado, perguntei-lhe sobre algo que acabara de chamar-me a atenção como terrivelmente estranho. Para ver o molde do homem, eu passara obviamente por um deslocamento de meu ponto de aglutinação. A rememoração dos sentimentos e percepções que tivera então foi tão vívida que deu-me uma sensação de absoluta futilidade. Tudo o que eu tinha feito e sentido naquela época estava sentindo agora. Perguntei-lhe como era possível que, havendo tido uma compreensão tão clara, pudesse tê-la esquecido tão completamente. Era como se nada do que me acontecera houvesse importado, pois eu sempre tinha de começar da estaca zero, independente de quanto pudesse ter avançado no passado.
— Isto é apenas uma impressão emocional — disse. — Um equívoco total. Tudo o que você fez anos atrás está solidamente encerrado em certas emanações não utilizadas. Naquele dia em que o fiz ver o molde do homem, por exemplo, cometi um verdadeiro equívoco. Pensei que se você o visse seria capaz de compreendê-lo. Foi um verdadeiro mal-entendido de minha parte.
Dom Juan explicou que sempre se julgara muito lento para compreender, Nunca tivera qualquer oportunidade de testar sua convicção porque não tinha um ponto de referência. Quando eu apareci e Dom Juan se tornou um instrutor, o que era algo totalmente novo para ele, percebeu que não há maneiras de se apressar a compreensão, e que deslocar o ponto de aglutinação não é suficiente. Ele pensava que isto bastaria, mas logo percebeu que, já que o ponto de aglutinação se desloca normalmente durante os sonhos, algumas vezes a posições extraordinariamente distantes, sempre que passamos por um deslocamento induzido somos todos especialistas em compensar tal situação imediatamente. Reequilibramo-nos constantemente, e a atividade prossegue como se nada nos tivesse acontecido.
Comentou que o valor das conclusões dos novos videntes só se torna claro quando se tenta deslocar o ponto de aglutinação de outra pessoa. Os novos videntes disseram que o importante é o esforço para consolidar a estabilidade do ponto de aglutinação em sua nova posição. Consideravam esse o único procedimento possível do instrutor. E sabiam que se trata de um processo longo, que deve ser conduzido pouco a pouco, a passo de lesma.
Dom Juan disse então que havia usado plantas de poder no início de meu aprendizado, seguindo uma recomendação dos novos videntes. Eles sabiam, por experiência e pela visão, que as plantas de poder afastam o ponto de aglutinação de sua posição normal. O efeito das plantas de poder sobre o ponto de aglutinação é, em princípio, muito semelhante ao dos sonhos; os sonhos fazem-no deslocar-se, mas as plantas de poder conseguem um deslocamento numa escala maior e mais abrangente. O instrutor deve então usar os efeitos desorientadores desta mudança para reforçar a noção de que a percepção do mundo nunca é final.
Lembrei-me então de que havia visto o molde do homem mais cinco vezes ao longo dos anos. A cada vez me tornara menos apaixonado a respeito. Nunca pude ignorar, entretanto, o fato de que sempre via um Deus masculino. No final, deixou de ser Deus para mim e tornou-se o molde do homem, não devido ao que Dom Juan havia dito, mas porque a posição de um Deus masculino se tomara insustentável. Pude então compreender os comentários de Dom Juan a respeito. Não haviam sido blasfêmias ou sacrilégios; ele não os fizera a partir do contexto do mundo cotidiano. Estava correto ao dizer que os novos videntes têm uma vantagem por serem capazes de ver o molde do homem tanto quanto quiserem. Mas o mais importante para mim era que eles tinham a sobriedade de examinar o que viam.
Perguntei-lhe por que eu sempre via o molde do homem como masculino. Disse que era porque meu ponto de aglutinação não tinha, então, a estabilidade para permanecer completamente colado à sua nova posição, e deslizava lateralmente na faixa do homem. Era o mesmo caso de ver a barreira da percepção como uma parede de névoa. O que fazia o ponto de aglutinação deslocar-se lateralmente era um desejo ou necessidade quase inevitável de traduzir o incompreensível em termos familiares: uma barreira é uma parede, e o molde do homem só pode ser um homem. Ele achava que, se eu fosse uma mulher, iria ver o molde como uma mulher.
Dom Juan levantou-se e disse que era tempo de darmos um passeio na cidade, que eu deveria ver o molde do homem entre as pessoas. Caminhamos em silêncio para a praça, mas, antes de lá chegarmos, senti um impulso incontrolável de energia e corri rua abaixo para os limites da cidade. Cheguei a uma ponte e, exatamente ali, como se estivesse esperando por mim, vi o molde do homem como uma luz resplendente, cálida e ambarina.
Caí de joelhos, não tanto por fervor, mas como uma reação física ao espanto. A visão do molde do homem era mais surpreendente que nunca. Senti, sem qualquer arrogância, que havia passado por uma enorme mudança desde a primeira vez em que o vira. Contudo, todas as coisas que tinha visto e aprendido me haviam proporcionado apenas uma admiração maior, mais profunda, pelo milagre que me aparecia diante dos olhos.
O molde do homem estava, de início, superposto à ponte. Refocalizei então meus olhos e vi que o molde estendia-se para cima e para baixo até o infinito; a ponte não passava de uma fina concha, um tênue desenho superposto ao eterno. E o mesmo se dava com as diminutas figuras de pessoas que se moviam ao meu redor, olhando-me com evidente curiosidade. Mas eu estava fora de seu alcance, embora naquele momento estivesse inteiramente vulnerável. O molde do homem não tinha poder para proteger-me ou poupar-me, mas ainda assim eu o amava com uma paixão que não conhecia limites.
Achei que compreendia naquele momento algo que Dom Juan me havia dito repetidamente, que a afeição real não pode ser um investimento. Eu me teria tornado prazerosamente um servi­dor do molde do homem, não pelo que este poderia dar-me, pois nada tem a dar, mas pela pura afeição que sentia por ele.
Tive a sensação de que algo me puxava para longe, e antes de desaparecer da presença do molde do homem gritei-lhe uma promessa, mas uma grande força me afastou antes que eu pudesse terminar de dizer o que pretendia. Estava subitamente ajoelhado diante da ponte, enquanto um grupo de camponeses olhava para mim e ria.
Dom Juan veio para o meu lado, ajudou-me a ficar de pé e acompanhou-me de volta à casa.
— Há duas maneiras de ver o molde do homem — começou Dom Juan assim que nos sentamos. — Você pode vê-lo como homem, ou pode vê-lo como uma luz. Isso depende do desloca­mento do ponto de aglutinação. Se o deslocamento é lateral, o molde é um ser humano; se ocorre na seção central da faixa do homem, o molde é uma luz. O único valor do que fez hoje é que seu ponto de aglutinação se deslocou ao longo da seção central.
Disse que a posição em que se vê o molde do homem é muito próxima àquela em que aparecem o corpo sonhador e a barreira da percepção. É por essa razão que os novos videntes recomendam que o molde do homem seja visto e compreendido.
— Tem certeza de que sabe realmente o que é o molde do homem?
— Posso afirmar, Dom Juan, que estou perfeitamente consciente do que é o molde do homem.
— Ouvi-o gritando sandices ao molde do homem quando cheguei à ponte — retrucou ele, com um sorriso malicioso.
Disse-lhe que me sentira como um servidor destituído de valor, venerando um mestre destituído de valor, embora tivesse sido levado por pura afeição a prometer amor sem fim.
Dom Juan achou tudo aquilo hilariante e riu até engasgar-se.
— A promessa feita por um servidor sem valor a um mestre sem valor naturalmente não tem valor — disse, engasgando-se novamente de riso.


- O Fogo Interior, de Carlos Castaneda - Download -


15 de jan de 2010

Sincronicidade

O mais longo eclipse anular do Sol do terceiro milênio foi observado nesta sexta-feira da África Central à China, segundo a agência AFP. O Instituto de Mecânica Celeste de Paris e a Nasa informam que este fenômeno não se repetirá com a mesma duração (11 minutos e 8 segundos) antes de 23 de dezembro de 3043.

O eclipse anular do Sol é um tipo especial de eclipse parcial. Durante um eclipse anular a Lua passa em frente ao Sol, mas acaba por não tapar completamente o astro. O Sol estando mais próximo da Terra em janeiro e a Lua, atualmente muito longe, não conseguirá cobri-lo totalmente; um anel do disco solar ficará visível quando a Lua se intercalará entre a Terra e o Sol.

De acordo com a agência Reuters, o eclipse - que teve seu efeito anular por 11 minutos e 8 segundos - começou às 5:14 GMT (3:14h pelo horário de Brasília) na África Central, teve seu ápice às 7:00 GMT (5:00 h pelo horário de Brasília) e terminou completamente em 10:07 GMT (ou 8h pelo horário de Brasília). As Maldivas foram o melhor lugar para ver o fenômeno.



Kin do dia:
Kin 177 - Terra Galáctica Vermelha

Harmonizo com o fim de evoluir
Modelando a sincronicidade
Selo a matriz da navegação
Com o tom galáctico da integridade
Eu sou guiado pelo poder do nascimento

'Projeto raízes aonde me encontro agora e faço somente o que me dá alegria a fim de poder evoluir.'